A estreia da quinta e última temporada de Stranger Things movimentou não só os fãs da série, mas também algumas das maiores redes de fast food do mundo. McDonald’s e Burger King entraram em uma queda de braço pública para ver quem melhor aproveita o buzz — mesmo que apenas uma delas tenha o licenciamento oficial em 2025. O resultado? Uma disputa que mostra como o entretenimento segue sendo um motor poderoso para ações de marketing no foodservice.
Méqui abre vantagem com “Fome Estranha de Méqui”
Detentor dos direitos comerciais da temporada, o McDonald’s lançou a campanha “Fome Estranha de Méqui”, criada pela GALERIA.ag, transformando unidades da rede em versões invertidas de Hawkins. A ação levou a estética do Mundo Invertido para o ambiente físico, somando pontos na integração entre experiência e influência cultural.
A marca ainda surfou uma menção direta na série: no primeiro episódio, a personagem Robin comenta que uma área militar ganhou o apelido de “Big Mac”. O Méqui rapidamente destacou o trecho nas redes, reforçando sua narrativa oficial junto aos fãs.
O contra-ataque do Burger King
Sem direitos de imagem nesta temporada (após ter sido parceiro oficial em 2022), o Burger King optou por seu conhecido tom irreverente. A rede recuperou o fato de que o Whopper aparece na terceira temporada da série, usando isso como argumento para cutucar o rival.
Em suas redes, o BK publicou:
“Tem marca querendo aparecer com a série mais comentada do momento. Mas o burger que aparece de verdade lá dentro é o Whopper. Eles podem botar a série no lanche. Mas só o BK botou o lanche na série.”
A estratégia funcionou como uma forma de mostrar legitimidade cultural mesmo sem o licenciamento oficial — um recurso cada vez mais usado pelas marcas para entrar na conversa pública.
Na França, o movimento é diferente: por lá, o Burger King segue como detentor dos direitos de licenciamento da série em 2025.
Por que isso importa para o foodservice?
Stranger Things é uma das propriedades mais valiosas da cultura pop atual, capaz de gerar enorme volume de conversas orgânicas. Para as marcas de alimentação, disputar esse território significa ganhar espaço onde o público está: no cruzamento entre entretenimento, nostalgia e redes sociais.
Com a temporada final sendo lançada em três partes (novembro, Natal e Ano Novo), a tendência é que novas ações, provocações e ativações surjam nos próximos meses. E, para o foodservice, fica o aprendizado: narrativas culturais bem exploradas podem ser tão poderosas quanto grandes investimentos de mídia — especialmente quando conectam storytelling, experiência e timing.
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Fonte: B9







