Whey protein e creatina seguem como os suplementos mais lembrados por quem busca melhorar o desempenho físico ou ganhar massa muscular. E, ao que tudo indica, o interesse dos brasileiros por esses produtos está longe de ser pontual. Em 2025, as buscas por termos como “whey”, “whey protein” e “creatina” já somam mais de 18 milhões de pesquisas no Google.
O dado faz parte de um levantamento realizado pela Vhita, marca de suplementos focada em saúde e longevidade, e ajuda a traduzir um movimento mais amplo: o consumidor brasileiro está pesquisando mais, comparando opções e tentando entender melhor o universo da suplementação.
Os números do mercado acompanham esse comportamento. Segundo dados do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), as vendas de suplementos e vitaminas cresceram 37% entre 2024 e 2025, reforçando a consolidação desse segmento no dia a dia dos consumidores.
O que os brasileiros mais querem saber sobre whey e creatina?
Para entender o que está por trás desse volume de buscas, a Vhita analisou as principais dúvidas relacionadas aos dois suplementos, organizando os questionamentos mais frequentes em um ranking.
A pergunta campeã foi direta: “Como tomar whey e creatina?”
De acordo com a marca, a creatina deve ser consumida diariamente, enquanto a ingestão de proteínas varia conforme idade, peso, objetivos e nível de atividade física — sempre com orientação de um nutricionista ou médico. Ambos podem ser diluídos em água, leite ou outras bebidas.
Em relação ao horário, a escolha depende da rotina e dos objetivos individuais. “O whey costuma ser mais indicado no pós-treino, por contribuir com a construção e recuperação muscular”, explica Bárbara Cino, nutricionista da Vhita. “Já a creatina pode ser tomada em qualquer momento do dia, já que seu efeito é cumulativo no organismo.”
Para quem tem dificuldade em manter a regularidade, a profissional cita soluções que combinam os dois suplementos em um único produto, facilitando a adesão ao consumo diário.
Creatina ou whey: existe um ‘melhor’?
Outra dúvida recorrente é sobre qual suplemento escolher. A resposta, segundo a Vhita, passa pelos objetivos individuais. O whey protein é mais associado à construção e manutenção muscular, enquanto a creatina está ligada ao aumento de força e desempenho físico.
A creatina atua elevando as reservas de fosfocreatina nos músculos, o que favorece a produção de energia durante exercícios intensos. Já o whey fornece aminoácidos essenciais que estimulam a síntese proteica muscular, processo fundamental para o crescimento e a recuperação dos músculos.
Em quanto tempo os resultados aparecem?
No caso da creatina, os efeitos em força e resistência costumam ser percebidos após duas a quatro semanas de uso contínuo. Já os resultados do whey dependem da combinação com treino e alimentação adequados, com ganhos musculares mais visíveis geralmente entre oito e doze semanas.
Idade, amamentação e uso de suplementos
O uso de creatina não é indicado para crianças e adolescentes, já que ainda faltam estudos que comprovem sua segurança nessa faixa etária. O whey, por sua vez, não tem idade mínima definida, mas só deve ser consumido por jovens com orientação profissional, já que, na maioria dos casos, a alimentação diária já supre a necessidade de proteínas.
Durante a amamentação, o whey pode ser utilizado para auxiliar lactantes que têm dificuldade em atingir a ingestão proteica ideal, sempre com acompanhamento profissional. A creatina, no entanto, deve ser evitada, salvo indicação médica, pois ainda não há evidências suficientes sobre seus efeitos no leite materno.
A Anvisa reforça que crianças, gestantes e lactantes podem consumir suplementos alimentares, mas com restrições e orientação adequada.
Metodologia
O levantamento considerou buscas feitas no Google por usuários brasileiros desde janeiro de 2025, a partir dos termos “whey”, “whey protein” e “creatina”. As perguntas mais frequentes relacionadas aos termos foram filtradas e analisadas, gerando um ranking com base no volume total de pesquisas em todas as regiões do país.
Conteúdos como este, que ajudam a traduzir dados de comportamento do consumidor e tendências de consumo, também podem ser acompanhados no Portal Foodbiz, que reúne análises e informações estratégicas para o foodservice e a indústria de alimentos.
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Fonte: O quarto poder







