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Sorvetes premium crescem acima da média no mercado brasileiro

Sorvetes premium crescem acima da média no mercado brasileiro

O mercado brasileiro de sorvetes vem registrando uma expansão consistente no segmento premium, que cresce acima da média do setor e influencia tanto o comportamento do consumidor quanto as estratégias das empresas.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS), o setor movimenta cerca de R$ 14 bilhões por ano no país. Dentro desse universo, os sorvetes premium apresentam um crescimento anual estimado entre 8% e 12%, enquanto o mercado tradicional avança em um ritmo mais moderado, entre 4% e 5%.

O que impulsiona o crescimento do segmento premium

A diferença de desempenho está diretamente ligada à mudança nas expectativas do consumidor. Produtos com ingredientes naturais, sabores diferenciados e maior atenção à experiência de consumo têm ganhado espaço e justificam um tíquete médio mais alto.

Para Matheus Krauze, sócio-proprietário da SOFT Ice Cream, o processo de decisão de compra se tornou mais criterioso:

“Hoje, a decisão envolve conhecer a composição do produto, sua origem e os processos adotados pelas marcas, além da identificação com valores ligados à produção e ao impacto ambiental.”

Essa lógica aproxima o sorvete premium de outras categorias de indulgência consciente, nas quais qualidade, storytelling e valores da marca pesam tanto quanto o sabor.

Movimento acompanha tendência global

O avanço do segmento premium no Brasil reflete um comportamento já observado em outros mercados. Segundo levantamento da Fortune Business Insights, o mercado global de sorvetes premium pode alcançar US$ 97,9 bilhões até 2032.

No cenário nacional, esse movimento tem se traduzido em aumento do tíquete médio em diferentes estados, impulsionado por:

  • linhas sazonais;
  • edições limitadas;
  • produtos com maior valor agregado.

Mais do que volume, foco em valor

Os dados indicam que o crescimento do setor não está apenas relacionado ao aumento do consumo, mas à valorização da experiência. Para marcas e varejistas, o desafio passa a ser equilibrar escala, inovação e posicionamento premium, atendendo a um consumidor mais atento e disposto a pagar mais por diferenciação.

Fonte: samaisvarejo

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