A Amazon anunciou o fechamento de aproximadamente 70 unidades das redes Amazon Fresh e Amazon Go nos Estados Unidos, sinalizando uma reorganização relevante em sua estratégia de varejo físico. A companhia decidiu concentrar suas operações presenciais sob a bandeira da Whole Foods, rede adquirida em 2017 e hoje tratada como o principal ativo físico do grupo.
Segundo a empresa, o modelo atual das lojas Fresh e Go não conseguiu entregar uma experiência suficientemente diferenciada para sustentar uma expansão em larga escala, especialmente diante dos custos operacionais envolvidos. O movimento marca uma mudança de foco: em vez de apostar em formatos autônomos de conveniência, a Amazon passa a priorizar eficiência, clareza para o consumidor e escala operacional.
No novo plano, a companhia pretende abrir 100 novas unidades da Whole Foods, incluindo o formato compacto “Daily Shop”, voltado a compras rápidas do dia a dia. A estratégia busca reduzir a fragmentação logística que existia entre diferentes marcas, taxas e experiências de checkout, fator que vinha gerando confusão para parte dos clientes.
Apesar do fechamento das lojas, o negócio de supermercados da Amazon segue robusto. A divisão já fatura cerca de US$ 100 bilhões por ano e atende aproximadamente 150 milhões de consumidores, mantendo a empresa como um competidor relevante frente a gigantes como o Walmart.
O foco estratégico agora se desloca do apelo tecnológico das lojas sem caixa para o fortalecimento da operação tradicional, com maior atenção a marcas próprias e eficiência de custos. Um exemplo é a Amazon Saver, linha voltada ao consumidor sensível a preço e ao enfrentamento direto de redes de baixo custo.
O ajuste reforça uma lição recorrente no varejo alimentar: tecnologia, por si só, não sustenta um modelo pesado se a proposta de valor não for clara. No fim, a Amazon opta por escalar uma marca já consolidada e confiável em vez de insistir em reinventar o formato do supermercado.
Fonte: thebizness







