Enquanto o varejo alimentar como um todo avançou em ritmo moderado, um formato específico mostrou desempenho acima da média em 2025: os minimercados de bairro. Segundo estudo da Scanntech, esse canal registrou crescimento de 5,3% no faturamento, superando a média geral do setor, que ficou em 4,1% no período.
O dado chama atenção porque o resultado não veio do aumento de volume. Pelo contrário: o número de itens vendidos caiu 1,5%. O crescimento foi sustentado por dois fatores principais: elevação do preço médio (+6,6%) e maior participação dos produtos perecíveis, que ajudaram a proteger a rentabilidade das operações.
Mesmo enfrentando um cenário de queda no fluxo de clientes no fim do ano, os minimercados conseguiram desempenho superior ao das grandes redes. A explicação está menos em sortimento amplo e mais em conveniência. O consumidor vem abandonando, de forma gradual, a lógica da “compra do mês” e priorizando reposição frequente, rápida e próxima de casa.
Essa mudança de comportamento favorece formatos menores, com decisão de compra mais simples, menor tempo de permanência e foco em itens essenciais do dia a dia. Em um contexto de orçamento apertado, inflação ainda sensível e rotina cada vez mais fragmentada, a proximidade passa a ter mais peso do que promoções agressivas ou corredores extensos.
O desempenho dos mercadinhos de vizinhança reforça um ponto importante para o varejo alimentar: crescer não é apenas vender mais, mas ajustar o modelo à forma como o consumidor realmente compra. Agilidade, localização e mix certo de perecíveis estão se mostrando mais eficientes do que escala pura.
Fonte: thenews







