O ator George Clooney voltou a investir no mercado de bebidas — desta vez mirando o segmento de cervejas sem álcool. Ao lado dos empresários Rande Gerber e Mike Meldman, Clooney anunciou o lançamento da Crazy Mountain, uma nova marca que busca atender consumidores interessados no sabor da cerveja tradicional, mas sem álcool.
O trio já tem histórico de sucesso no setor. Em 2017, eles venderam a marca de tequila Casamigos para a Diageo em um acordo avaliado em cerca de US$ 1 bilhão. Agora, os sócios apostam em uma categoria que vem crescendo rapidamente no mercado global: a das bebidas low e no alcohol.
Produzida nos Estados Unidos, a Crazy Mountain utiliza um processo de fabricação que reduz naturalmente a formação de álcool durante a produção. Segundo a empresa, o resultado é uma cerveja com características semelhantes às de uma lager tradicional, com sabor leve e aroma refrescante.
O produto chega ao mercado em duas versões — original e limão. Cada lata de 355 ml possui cerca de 65 calorias.
Mudança no comportamento do consumidor
De acordo com os fundadores da marca, a criação da Crazy Mountain foi motivada por uma mudança nos hábitos de consumo. Muitos consumidores ainda valorizam o ritual de abrir uma cerveja em momentos de lazer — como após atividades físicas ou ao relaxar no fim do dia — mas nem sempre desejam ingerir álcool.
A proposta da nova bebida é justamente oferecer essa alternativa: preservar a experiência social associada à cerveja, mas sem os efeitos do álcool.
Inicialmente, a Crazy Mountain será lançada em mercados selecionados dos Estados Unidos, com expansão gradual da distribuição ao longo dos próximos meses.
O avanço das bebidas sem álcool
O lançamento acompanha a expansão acelerada do mercado de bebidas sem álcool. Dados da consultoria NIQ mostram que as vendas de cervejas, vinhos e destilados sem álcool cresceram 26% entre 2024 e 2025, superando US$ 800 milhões nos Estados Unidos.
A participação da cerveja sem álcool no mercado também avançou nos últimos anos. Há cerca de sete anos, a categoria representava apenas 0,3% das vendas totais de cerveja no país. Hoje, já responde por mais de 5% do consumo do setor.
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Fonte: Exame







