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Vai comer chocolate na Páscoa? Veja 5 estratégias para evitar excessos

A Páscoa chega e, com ela, uma dúvida que se repete todos os anos: dá para aproveitar o chocolate sem sair completamente da rotina alimentar?

Entre ovos, sobremesas e encontros em família, o que costuma pesar não é um momento isolado, mas a forma como o consumo se distribui ao longo do dia.

Para a endocrinologista Tassiane Alvarenga e a nutricionista Amanda Figueiredo, o ponto central não é o chocolate em si, mas o padrão que se instala durante o feriado.

“O impacto não vem de um pedaço de chocolate, mas da repetição ao longo do dia. Quando a pessoa belisca várias vezes, somando com refeições mais calóricas, o excesso acontece sem perceber”, explica Amanda Figueiredo Nutricionista Clínica pela USP.

Esse comportamento faz com que o doce deixe de ser uma exceção e passe a fazer parte de vários momentos, o que pode aumentar significativamente a ingestão calórica.

Do ponto de vista metabólico, o excesso de açúcar pode levar a picos de glicose no sangue, seguidos por maior liberação de insulina, um cenário que favorece o acúmulo de gordura ao longo do tempo.

Além disso, a alimentação rica em açúcar e gorduras pode interferir no equilíbrio hormonal. “Nas mulheres, pode impactar hormônios como estrogênio e progesterona. Nos homens, pode influenciar a produção de testosterona”, explica Dra. Tassiane Alvarenga Endocrinologista e Metabologista pela SBEM.

Ainda assim, não se trata de restrição. A forma de consumir faz diferença: evitar o chocolate em jejum e priorizar o consumo após as refeições principais ajuda a reduzir o impacto no organismo.

“Quando o doce vem depois da refeição, a resposta glicêmica tende a ser menor. Associar com fontes de gordura boa ou proteína, como castanhas, também contribui para esse equilíbrio”, orienta a endocrinologista.

Outro ponto importante é manter o corpo em movimento. Caminhadas leves após as refeições já ajudam na regulação metabólica.

Em relação à quantidade, não existe uma regra única, mas a moderação segue como referência. “Uma média de 20 a 30 gramas por dia já permite aproveitar o chocolate sem grandes impactos. Isso equivale a dois quadradinhos de chocolate com maior teor de cacau ou um bombom pequeno”, afirma Amanda.

E depois da Páscoa, vale apostar em dietas restritivas? A resposta é não. O corpo já possui mecanismos naturais de desintoxicação.

“O mais importante é retomar a rotina alimentar, com boa hidratação, consumo de vegetais, fibras e proteínas de qualidade”, reforça Amanda.
 

Na prática, o que ajuda a equilibrar o consumo na Páscoa:

• Evitar “beliscar” chocolate ao longo do dia
• Preferir consumir o doce após as refeições principais
• Escolher opções com maior teor de cacau
• Combinar com castanhas ou outras fontes de gordura boa
• Manter-se ativo, mesmo com caminhadas leves
• Equilibrar o prato com vegetais e preparações mais leves

No fim, a lógica é simples: não é sobre não consumir o chocolate, mas sobre como ele entra na rotina.


Dra. Tassiane Alvarenga – ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU;
  • Residência Médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP;
  • Residência Médica em Endocrinologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM USP);
  • Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia- SBEM;
  • Membro da Endocrine Society, SBEM e ABESO;
  • Faz parte do Corpo Clínico da Santa Casa de Misericórdia de Passos.
  • Sobrepeso e Obesidade. Compulsão Alimentar e Ansiedade;
  • Obesidade Infantil;
  • Diabetes Mellitus e Pré Diabetes: Controle da glicemia e prevenção de complicações como Retinopatia , Neuropatia , Nefropatia , Infarto do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Dislipidemias ( Colesterol);
  • Doenças da tireoide ( Hipo e Hipertireoidismo, Nódulos na Tireóide);
  • Osteopenia e Osteoporose;
  • Seguimento pré e pós operatórios de cirurgia bariátrica;
  • Check-up e Avaliação de rotina;
  • Baixa Estatura;
  • Distúrbios da Menstruação, Distúrbios da Puberdade, Crescimento e Desenvolvimento sexual;
  • Síndrome dos Ovários Policísticos;
  • Reposição hormonal na Menopausa e Andropausa.

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