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Geração Alfa redefine o papel das lojas físicas — e aponta novos caminhos

A Geração Alfa já começa a influenciar mudanças importantes no varejo — e esse movimento também acende um alerta (e uma oportunidade) para o foodservice. Mesmo ainda sem autonomia total de compra, esse público tem impacto direto nas decisões familiares e ajuda a moldar o que vem pela frente.

Segundo relatório da WGSN Insight, esse grupo deve alcançar um poder de compra de US$ 5,46 trilhões até 2029, aproximando-se do volume combinado de Millennials e Geração Z. Mais do que o tamanho desse mercado, o que chama atenção é como essa geração quer consumir.

A volta do físico, mas com outro significado

Diferente do que se imaginava há alguns anos, os jovens da Geração Alfa mostram preferência por experiências presenciais. Dados do estudo indicam que:

  • 69% dos jovens britânicos (6 a 16 anos) preferem comprar em lojas físicas
  • 66% dos Alfas nos EUA dizem estar dispostos a pagar mais por produtos físicos

Esse comportamento reforça um movimento maior: o físico deixa de ser apenas ponto de venda e passa a funcionar como espaço de descoberta, interação e construção de identidade.

Para o foodservice, isso se traduz em algo claro: não basta servir bem — é preciso criar experiências memoráveis.

Lojas (e restaurantes) como “terceiros espaços”

O conceito de “terceiro espaço” ganha força. Ou seja, ambientes que não são casa nem trabalho/escola, mas que funcionam como pontos de convivência.

Entre os Alfas:

  • 61% são influenciados por amigos
  • 56% pela família

Isso reforça a importância de criar espaços que incentivem:

  • socialização
  • permanência
  • troca entre pessoas

No contexto do foodservice, isso pode aparecer em formatos como:

  • ambientes mais interativos
  • espaços compartilháveis
  • experiências coletivas (mesas grandes, eventos, ativações)

Experiência sensorial vira prioridade

Outro ponto central é o retorno à fisicalidade. O contato com o produto importa — e muito.

  • 86% de Millennials e Gen Z valorizam o toque na decisão de compra
  • 57% dos consumidores globais querem ver, tocar e sentir antes de comprar

Para acompanhar esse comportamento, o varejo — e também bares, restaurantes e cafeterias — precisa investir em experiências multissensoriais:

  • ambientação (luz, som, cheiro)
  • apresentação dos produtos
  • interação com o espaço

A lógica passa a ser de “experiência por metro quadrado”: cada detalhe do ambiente contribui para gerar conexão.

Mais imersão, mais engajamento

A expectativa por experiências mais envolventes também cresce:

  • 73% dos consumidores querem lojas mais imersivas

Isso abre espaço para:

  • tecnologia integrada (telas, interatividade, pedidos digitais)
  • storytelling no ambiente
  • experiências que vão além da compra

No foodservice, isso pode aparecer desde um cardápio interativo até uma jornada completa dentro do espaço.

Personalização como regra, não diferencial

A Geração Alfa valoriza fortemente a individualidade. Por isso, cresce a demanda por experiências personalizadas.

Isso inclui:

  • customização de produtos
  • escolhas adaptáveis
  • participação ativa do consumidor

Para restaurantes e marcas, significa sair do padrão e oferecer caminhos mais flexíveis — onde o cliente ajuda a construir a experiência.

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