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Picanha entra no top 15 global e reforça força da carne brasileira

Pexels / Daniel Januario

Um dos cortes mais emblemáticos do churrasco brasileiro acaba de ganhar reconhecimento global — e isso diz bastante sobre o posicionamento da nossa gastronomia no mundo. A picanha apareceu em 15º lugar no ranking das 100 melhores comidas do mundo do TasteAtlas 2025/2026, um dos guias mais relevantes quando o assunto é culinária internacional.

O destaque não é só simbólico. Para o foodservice brasileiro, a presença da picanha nesse tipo de ranking reforça o valor cultural e comercial da carne bovina nacional, especialmente em um momento em que a autenticidade e a origem dos alimentos ganham cada vez mais espaço nas decisões de consumo.

Segundo o próprio TasteAtlas, a picanha é um dos cortes “mais amados do Brasil” e presença obrigatória em churrascos. O guia também chama atenção para uma característica que impacta diretamente a experiência do consumidor: a camada de gordura superior, responsável por manter a suculência durante o preparo — um detalhe técnico que influencia tanto o sabor quanto a percepção de qualidade.

Confira o top 15 pratos:

  1. Vori-vori (Paraguai);
  2. Pizza Napoletana (Italia);
  3. Tajarin al tartufo bianco d’Alba (Itália);
  4. Sate kambing (Indonésia);
  5. Oltu cağ kebabı (Turquia);
  6. Kontosouvli (Grécia);
  7. Arroz tapado (Perú);
  8. Komplet lepinja (Sérvia);
  9. Quesabirria (México);
  10. Pappardelle al cinghiale (Italia);
  11. Central Texas-Style Barbecue (Estados Unidos);
  12. Bath kulu badhu (Sri Lanka);
  13. Seco de cabrito (Perú);
  14. Beyran çorbası (Turquia);
  15. Picanha (Brasil).

Outro ponto relevante é a dificuldade de encontrar o corte fora do Brasil. Em mercados como os Estados Unidos, por exemplo, a picanha aparece com outros nomes, como “top sirloin cap” ou “coulotte”, e muitas vezes é fracionada de forma diferente. Isso abre espaço para uma discussão importante no setor: o potencial de valorização de cortes brasileiros no mercado internacional e as oportunidades de exportação com identidade.

O guia também aponta um padrão considerado ideal: peças de até 1,1 kg. Acima disso, aumenta a chance de o corte incluir partes de outras regiões do boi, o que pode impactar textura e sabor — um detalhe relevante para operações que trabalham com padronização e experiência do cliente.

Além da picanha, outros dois pratos brasileiros aparecem no ranking: a costela bovina, em 34º lugar, e a moqueca baiana, em 98º. Juntos, eles mostram a diversidade da culinária nacional e como diferentes categorias — da proteína ao preparo regional — conseguem ganhar visibilidade global.

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