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Coca-Cola cresce com Zero Açúcar e Sprite no Brasil

A Coca-Cola começou 2026 com resultados acima do esperado, reforçando sinais importantes para o foodservice global — e especialmente para o Brasil. A companhia reportou lucro líquido de US$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre, alta de 18% na comparação anual, enquanto a receita atingiu US$ 12,47 bilhões, crescimento de 12%.

O desempenho veio acima das projeções do mercado e foi puxado por uma combinação de estratégia de portfólio, força de marca e execução regional. No lucro por ação, a empresa também superou expectativas: US$ 0,91 contra estimativa de US$ 0,81.

No volume, o avanço foi mais moderado — alta global de 3% —, mas consistente nos principais mercados, como China, Estados Unidos e Índia. Entre as categorias, os refrigerantes cresceram 2%, com destaque claro para a Coca-Cola Zero Açúcar, que avançou 13% globalmente e segue como um dos principais motores da companhia. Já o portfólio de bebidas não carbonatadas (água, isotônicos, café e chá) cresceu 5%.

Para o foodservice, esse movimento reforça duas tendências relevantes: a consolidação de versões zero açúcar como protagonistas e a diversificação do consumo além dos refrigerantes tradicionais.

Na América Latina, os números chamam ainda mais atenção. A receita líquida subiu 14% e o lucro operacional avançou 15%, mesmo com crescimento mais tímido de volume (+1%). Brasil e Argentina foram destaques em ganho de participação de mercado.

No Brasil, especificamente, a Sprite teve crescimento de dois dígitos em volume, impulsionada por ativações ligadas ao Carnaval e festivais de verão — um indicativo claro do impacto de calendário e ocasiões de consumo no desempenho de bebidas. Para operadores do foodservice, esse tipo de ação mostra como eventos e experiências seguem sendo alavancas diretas de venda.

Na América do Norte, a empresa também apresentou forte performance, com alta de 12% na receita e 20% no lucro operacional. Já na Ásia-Pacífico, apesar do crescimento de receita (+6%), o lucro caiu 14%, pressionado por custos mais altos e investimentos em marketing — um lembrete de que expansão e rentabilidade nem sempre caminham juntas no curto prazo.

Outro ponto relevante está na eficiência operacional: a margem operacional subiu para 35%, refletindo ganhos de produtividade e estratégia de preço/mix.

Para 2026, a Coca-Cola manteve a projeção de crescimento orgânico de receita entre 4% e 5%, mas elevou a expectativa de lucro por ação, agora estimando alta de 8% a 9%. O ajuste indica confiança na continuidade da demanda e na capacidade de capturar valor, mesmo em um cenário global ainda desafiador.

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Conteúdo Infomoney adaptado para o Portal Foodbiz

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