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Grano acelera e mira R$ 1 bi com congelados

A gaúcha Grano Alimentos entrou em uma nova fase — e o plano é crescer forte nos próximos anos. Após a entrada da Cleam Capital, que assumiu o controle da operação, a empresa mira um salto relevante: sair dos atuais R$ 300 milhões de faturamento para R$ 1 bilhão em até cinco anos

Esse movimento chama atenção no foodservice e no varejo porque não se trata apenas de ganho de market share, mas de expansão de categoria em um mercado ainda pouco explorado no Brasil.

Um mercado com espaço para crescer

A Grano já lidera o segmento de vegetais congelados, com mais de 40% de participação. Ainda assim, o consumo no país segue concentrado em produtos in natura — o que, na prática, abre uma avenida de crescimento.

Por trás disso, há tendências bem alinhadas com o comportamento atual do consumidor:

  • busca por praticidade
  • redução de desperdício
  • interesse crescente por alimentação saudável

Na visão da empresa, cada avanço dos congelados sobre o fresco representa uma mudança estrutural no consumo

O gargalo (e a oportunidade) está na logística

Hoje, cerca de 70% das vendas da Grano estão no Sul e Sudeste. Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda são pouco atendidos — não por falta de demanda, mas por limitações logísticas.

Esse é o principal foco da nova estratégia:

  • expansão de centros de distribuição
  • ganho de eficiência operacional
  • redução de custos para viabilizar preços mais competitivos

Um dado importante: mais de 30% do consumo de vegetais congelados no Brasil ainda é suprido por importações

Ou seja, existe uma oportunidade clara de substituição por produção nacional — especialmente se a logística deixar de ser um entrave.

Novas frentes no radar

Além da expansão geográfica, a Grano olha para novos caminhos de crescimento:

  • entrada em categorias adjacentes, como frutas congeladas
  • avanço em exportações, ainda pouco exploradas pela indústria brasileira

O potencial externo chama atenção: países menores já exportam volumes relevantes para mercados como os Estados Unidos, algo que o Brasil ainda não capturou plenamente

O papel do novo investidor

A chegada da Cleam Capital adiciona um elemento decisivo: capacidade de execução.

Com perfil de longo prazo, o investidor deve apoiar:

  • crescimento orgânico
  • possíveis aquisições
  • ganho de escala operacional

A gestora adquiriu cerca de 75% da operação, com possibilidade de ampliar participação

O que isso sinaliza para o foodservice

Para operadores e fornecedores do setor, o movimento da Grano indica algumas direções importantes:

  • congelados devem ganhar espaço na cadeia, especialmente pela eficiência e redução de perdas
  • logística continua sendo um dos principais diferenciais competitivos no Brasil
  • há espaço para crescimento fora dos grandes centros

Além disso, o modelo da empresa — que atua em varejo, foodservice e como co-packer — mostra como a diversificação de canais pode acelerar escala.

Fonte: Exame

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