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Rede Cozinha Escola oferece refeições vegetarianas gratuitas em São Paulo

Vegetarianismo em São Paulo: em um dia na semana, refeições gratuitas do Rede Cozinha Escola levam alimentos à base vegetal.

| Projeto da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento de São Paulo (SESANA) completa 1 ano na difusão do vegetarianismo na cidade.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA), leva semanalmente cardápios vegetarianos nas 65 unidades do Rede Cozinha Escola, programa que oferece 26 mil refeições por dia para pessoas que sofrem de insegurança alimentar na cidade. O objetivo da ação é promover o vegetarianismo, inserindo nos cardápios, pensados por um time de nutricionistas da SESANA, alimentos à base de vegetais.

O projeto, chamado “Dia+Sustentável”, existe desde maio de 2025, porém sua concepção remonta à criação do Rede Cozinha Escola, em 2023, antes apelidada de “Segunda sem Carne”. A iniciativa já era integrada ao calendário alimentar da rede municipal de ensino, pensada a partir de um estudo acadêmico conduzido pela doutora Aline Carvalho, de mesmo nome (“Segunda Sem Carne na Faculdade de Saúde Pública”), que mensura o consumo de proteína animal dentro da USP e os malefícios do consumo excessivo de carne vermelha — como aumento da incidência de doenças crônicas como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, excesso de peso e maior risco de mortalidade. A publicação teve ampla proporção e está alinhada à diretriz da saúde da Dieta Planetária, proposta pela comissão EAT-Lancet em 2019, que, por sua vez, recomenda a determinação de um modelo alimentar sustentável que visa nutrir a população mundial enquanto preserva o meio ambiente.

“Primeiro, o consumo de proteína, a famosa mistura, é muito cultural na alimentação do brasileiro. Então, quando a gente está falando com o público, em situação de vulnerabilidade, sobre o Segunda Sem Carne, remete à ausência de alguma coisa, como se agora só fôssemos ofertar arroz, feijão e salada — o que não é uma verdade, porque a gente faz a substituição por algo nutricionalmente equivalente. Por isso veio essa proposta de alteração de nome para ‘Dia+Sustentável’, e também para a gente transcender essa questão de atividades de sustentabilidade complementares, como colocar uma composteira, fazer uma horta e comprar da agricultura”, disse Mariana Iamamoto, coordenadora de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria.

Com frequência de uma vez na semana, alterando o dia da semana, o foco do Dia+Sustentável é no aproveitamento integral dos alimentos e no uso de proteínas vegetais nos pratos montados. O vegetarianismo é um modelo alimentar saudável e sustentável, que reduz impactos ambientais, promove a saúde e garante o uso consciente dos recursos naturais. A procura por receitas e estabelecimentos vem aumentando consistentemente — de acordo com a pesquisa do IBOPE, de 2018, cerca de 14% da população brasileira já se declara vegetariana, um salto de 75% em relação a 2012; em São Paulo, chega a 16%, sendo um dos maiores polos do país no segmento.

O cardápio é desenvolvido pelo núcleo de nutrição da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA), levando em conta, por exemplo, alimentos da safra do mês (uma vez que os alimentos são encontrados mais facilmente e com preços mais acessíveis); harmonias em relação à cor, sabor e textura no prato, tornando-o rico nutritivamente; e a utilização de temperos naturais e especiarias em geral. No prato oferecido por dia, os beneficiários conseguem pegar uma entrada, o prato principal, sobremesa e uma bebida.

Entre os exemplos de pratos e entradas vegetarianos encontrados na série histórica do Dia+Sustentável, estão estrogonofe de grão-de-bico e palmito, farofa de banana, proteína de soja xadrez, quibe assado de abóbora, molho de tomate rústico com talos, bolinho de feijão preto assado e de arroz com cenoura, legumes assados (abóbora japonesa, cenoura e cebola), acelga, almeirão e espinafre refogados, pepino agridoce (sunomono), repolho colorido, chuchu com salsa e guacamole.

“O vegetarianismo contribui significativamente para a redução do impacto ambiental, desperdiçando menos alimentos e fazendo uso consciente de recursos naturais e aproveitamento melhor das comidas, que é um ponto importante economicamente para OSCs que possuem recursos limitados, como as que atendemos pelo Rede Cozinha Escola”, disse Vitor Arruda, secretário de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento de São Paulo. “Trazer essa opção dentro dos cardápios pensados pelas nutricionistas da coordenação é se atentar à atualidade e reconhecer sua megaimportância para a saúde alimentar e nutricional, muito além de apenas dar o que comer aos que mais precisam: se preocupar com uma alimentação saudável, com refeições mais equilibradas e nutritivas, e educá-las a partir de hábitos conscientes”, completa o executivo.

As próximas edições do projeto estão marcadas para os dias 13, 18 e 28 de maio, levando, entre os destaques, bolo de banana com casca, doce de banana, chili de soja e feijões, escondidinho de abóbora com proteína de soja, kafta de proteína de soja, homus e tabule.

Os calendários são postados todo o fim de semana nas redes sociais da SESANA. O Rede Cozinha Escola atende a todas as regiões da cidade de São Paulo, oferecendo, em cada restaurante cadastrado, 400 refeições por dia. São servidos almoços, geralmente entre 10h e 14h, de segunda a sábado, com cada horário administrado individualmente pela organização parceira.

Confira toda a relação de endereços e horários em nosso site.

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São Paulo possui o maior programa de Segurança Alimentar do planeta, segundo o Guinness.

Em dezembro de 2025, a cidade de São Paulo foi reconhecida internacionalmente pela GUINNESS WORLD RECORDS™ como detentora do maior programa municipal de segurança alimentar do planeta. Foram distribuídas mais de 933 toneladas de alimento em 24 horas, e a municipalidade alcançou um número superior a 3 milhões de refeições gratuitas por dia, contando com entregas de refeições prontas, produtos in natura e cestas básicas a pessoas de baixa renda.

Acesse todos os programas de segurança alimentar da Prefeitura de São Paulo clicando aqui.

Fonte: assessoria

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