Os pedidos de demissão no Brasil atingiram um nível recorde em 2025, com destaque para os trabalhadores do comércio. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, 9,2 milhões de brasileiros deixaram seus empregos por decisão própria ao longo do ano, o equivalente a 36% de todos os desligamentos registrados no período.
O movimento reflete um mercado de trabalho mais aquecido. Com a taxa de desemprego no menor nível desde 2012, muitos profissionais passaram a buscar oportunidades mais alinhadas às suas expectativas — não apenas salariais, mas também relacionadas à qualidade de vida, rotina e ambiente de trabalho.
O comércio concentrou a maior parte das demissões voluntárias, especialmente entre vendedores e profissionais em funções operacionais. Segundo especialistas, boa parte dessas trocas aconteceu para cargos semelhantes, mas com pequenas melhorias nas condições de trabalho.
A tendência também ajuda a explicar um desafio crescente para setores como varejo e foodservice, que enfrentam alta rotatividade e dificuldade de retenção de mão de obra em operações de atendimento.
Economistas apontam que os jovens lideram esse movimento. Trabalhadores entre 18 e 29 anos responderam por quase metade dos pedidos de desligamento registrados em 2025. O grupo costuma apresentar maior mobilidade profissional e menor custo de mudança de emprego, principalmente em funções de entrada.
Para empresas do varejo alimentar, restaurantes e operações de foodservice, o cenário reforça a necessidade de estratégias mais consistentes de retenção, desenvolvimento e experiência do colaborador.
Além do salário, fatores como flexibilidade, ambiente de trabalho, perspectiva de crescimento e alinhamento com objetivos pessoais passaram a pesar mais na decisão dos profissionais.
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Fonte: G1







