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O que a ciência revela sobre Airbnb e o desperdício de alimentos

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Um estudo recente trouxe luz a um ponto ainda pouco discutido na hospitalidade: o impacto dos aluguéis de curta duração, como os ofertados pelo Airbnb, no desperdício de comida. A pesquisa, conduzida pelo economista Brian Roe, da Universidade Estadual de Ohio, mostra que os hóspedes deixam para trás, em média, alimentos equivalentes a 5,1% do valor da diária. Traduzindo em cifras: nos Estados Unidos, esse hábito representa cerca de US$ 2,3 bilhões por ano em alimentos jogados fora.

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Como os turistas consomem — e desperdiçam — comida

Entre os 502 viajantes americanos entrevistados, 9 em cada 10 compraram mantimentos durante a estadia, gastando em média US$ 34,40 por dia. Mais de um terço dos itens descartados eram produtos prontos para consumo, como refeições congeladas e embaladas. Em seguida, aparecem frutas e verduras frescas.

Apesar desse cenário, apenas 21% dos hóspedes receberam instruções de seus anfitriões sobre como lidar com os alimentos excedentes. O dado contrasta com o interesse dos viajantes: 40% afirmaram que gostariam de ter recebido esse tipo de orientação.

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Fatores que aumentam o desperdício

O levantamento também identificou alguns elementos que influenciam diretamente nas sobras:

  • Preço da diária: quanto mais caro o imóvel, maior a proporção de comida não consumida.
  • Famílias com crianças: a presença dos pequenos tende a ampliar as perdas.
  • Sobras de restaurantes: embora a maioria leve os restos para casa, parte significativa fica esquecida na geladeira da locação.

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Uma oportunidade para anfitriões e plataformas

Para Roe, há espaço para transformar esse problema em oportunidade. Incluir informações sobre doação de alimentos e compostagem poderia não apenas reduzir o desperdício, mas também se tornar um diferencial para os anfitriões. Afinal, em tempos de crise climática e insegurança alimentar, ser um “anfitrião sustentável” tem tanto valor quanto oferecer boa localização ou uma vista privilegiada.

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A escala do desafio

O estudo, publicado na revista Waste Management, é um alerta importante para toda a cadeia do turismo. Em 2022, o número global de hóspedes em locações de curta duração chegou a 700 milhões, e deve atingir 1 bilhão em 2029, movimentando mais de US$ 250 bilhões, segundo a consultoria Grand View Research.

Com esse crescimento, cresce também a responsabilidade de integrar práticas de consumo consciente ao setor. Ao entender como os turistas se relacionam com a comida durante as viagens, gestores públicos, empresas e anfitriões podem criar soluções que diminuam os impactos ambientais e sociais do desperdício.


👉 Esse conteúdo foi adaptado a partir da pesquisa publicada em Waste Management e integra o acompanhamento do IFB sobre tendências globais de sustentabilidade no foodservice. Mais análises você encontra no Portal

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