O setor vitivinícola brasileiro celebra neste fim de semana um marco histórico. Pela primeira vez, o país foi tema de um relatório exclusivo da marca Tim Atkin MW, uma das maiores autoridades mundiais em crítica de vinhos.
Conduzido pela especialista Gabi Zimmer, o estudo aponta que o Brasil vive um verdadeiro “ponto de virada”, deixando para trás a fase de potencial e entrando em um momento de maturidade técnica e identidade territorial mais definida.
O diferencial brasileiro: a tripla vitivinicultura
O relatório destaca um fenômeno único no mundo: o Brasil é o único país que produz vinhos a partir de três modelos estruturais distintos de vitivinicultura.
1. Tradicional
Predominante na Serra Gaúcha (RS), baseada em terroirs já consolidados.
2. Tropical
Presente no Vale do São Francisco, no Nordeste, onde o clima permite múltiplas safras ao longo do ano.
3. Vinhos de inverno
Produzidos principalmente em Minas Gerais e São Paulo, utilizando a técnica da dupla poda, com colheitas entre junho e agosto.
Os grandes campeões de 2026
Além de destacar a diversidade da produção brasileira, o relatório também atribuiu notas altas — chegando a 95 pontos — a rótulos que passam a servir como referência para o mercado.
Entre os destaques:
- Tinto do Ano: Pizzato DNA 99 2022 — Pizzato (Vale dos Vinhedos/RS) — 95 pontos
- Branco do Ano: Cata Terroirs Gran Cata Alvarinho 2022 — Cata Terroirs (São Joaquim/SC) — 95 pontos
- Espumante do Ano: Don Giovanni Ouro Extra Brut NV — Don Giovanni (Pinto Bandeira/RS) — 95 pontos
- Rosé do Ano: Casa Perini Fração Única Pinot 2025 — Casa Perini (Serra Gaúcha/RS) — 94 pontos
- Tinto Custo-Benefício: Cerro da Cruz Assemblage 2022 — Nova Aliança (Campanha/RS) — 93 pontos
.
Fonte: Leouve







