Depois de um ano e meio de restrições, a China voltou a autorizar a importação de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul. A decisão foi anunciada pela Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), que retirou a suspensão imposta em razão da Doença de Newcastle.
Em comunicado publicado em 16 de janeiro, o governo chinês informou que, “com base nos resultados da análise de risco”, as restrições sanitárias aplicadas ao frango gaúcho foram suspensas. O anúncio foi feito de forma conjunta pela GACC e pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China e comunicado oficialmente ao governo brasileiro.
A informação foi confirmada ao Broadcast Agro pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. A suspensão havia sido adotada após a confirmação de um foco da Doença de Newcastle em julho de 2024, em um aviário localizado no município de Anta Gorda (RS).
Com a liberação, a produção de frango realizada no Estado a partir de 16 de janeiro já está autorizada para exportação ao mercado chinês. Oito frigoríficos gaúchos voltam a ter acesso ao principal destino internacional do frango produzido no Rio Grande do Sul:
– Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Erechim (SIF 68);
– BRF S.A., de Serafina Corrêa (SIF 103);
– Cooperativa Languiru Ltda, de Westfalia (SIF 730);
– JBS Aves Ltda, de Passo Fundo (SIF 922);
– Companhia Minuano de Alimentos, de Lajeado (SIF 1661);
– BRF S.A., de Marau (SIF 2014);
– JBS Aves Ltda, de Montenegro (SIF 2032);
– Agrosul Agroavícola Industrial S/A, de São Sebastião do Caí (SIF 4017).
Apesar da decisão, essas unidades ainda aparecem como desabilitadas no sistema de Registro de Empresas Importadoras de Alimentos da China (Ciferquery SingleWindow), administrado pela GACC.
A China é o principal mercado de destino do frango gaúcho, e a retomada era aguardada pelo setor desde a liberação das exportações de outros estados brasileiros, após o fim das suspensões relacionadas à gripe aviária. O tema segue em acompanhamento pelo IFB e pelo Portal Foodbiz, que monitora os impactos para a cadeia do foodservice e do agronegócio.
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Fonte: IstoÉ







