A illycaffè avalia que suas margens começam a voltar aos patamares históricos mesmo em um cenário de preços elevados do café no mercado internacional.
Segundo Andrea Illy, presidente da companhia italiana, a estratégia da empresa tem sido reajustar preços de forma proporcional ao aumento dos custos da commodity, preservando vendas e volumes.
O executivo afirmou que a empresa conseguiu recompor parte da rentabilidade após um período de forte pressão sobre os resultados.
Em 2025, o preço internacional do café atingiu média de US$ 3,68 por libra-peso, cerca de três vezes acima da média histórica. O cenário impactou diretamente os resultados da companhia, que registrou queda de 39% no lucro líquido no período.
Para Andrea Illy, a volatilidade do mercado cafeeiro tende a continuar diante da maior frequência de eventos climáticos extremos.
Segundo o executivo, a estratégia da empresa é fortalecer a atuação no segmento de cafés premium e ampliar relações diretas com produtores, buscando maior estabilidade em meio às oscilações do mercado.
Durante passagem pelo Brasil, Illy também destacou perspectivas positivas para a safra brasileira de café em 2026, impulsionada pela bienalidade positiva da cultura e pelas condições climáticas recentes.
A expectativa acompanha projeções da Conab, que estima produção recorde de 66,2 milhões de sacas no país.
Apesar disso, o executivo demonstrou preocupação com os possíveis impactos climáticos ligados ao El Niño no segundo semestre, cenário que pode voltar a pressionar preços globais.
Outro ponto destacado pela companhia foi o avanço da agricultura regenerativa nas lavouras brasileiras.
Segundo Andrea Illy, práticas como plantas de cobertura, sombreamento e redução no uso de fertilizantes químicos vêm ajudando produtores a aumentar resiliência climática e eficiência produtiva.
A empresa também mantém equipes técnicas em contato constante com fornecedores para apoiar manejo agrícola e garantir estabilidade na oferta de cafés de alta qualidade.
Para o executivo, sustentabilidade, saúde do solo e agricultura regenerativa serão fatores cada vez mais estratégicos para o futuro do mercado global de café.
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Fonte: Globo Rural







