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Inflação desacelera, mas alimentos pressionam custos

A prévia da inflação de março trouxe um sinal de desaceleração, mas com um ponto de atenção claro para o foodservice: o peso crescente dos alimentos e bebidas no índice.

Segundo dados do IBGE, o IPCA-15 variou 0,44% no mês, abaixo dos 0,84% registrados em fevereiro e também menor que os 0,64% de março de 2025. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 3,90%, permanecendo dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

Apesar do arrefecimento no índice geral, o grupo de alimentação e bebidas foi o principal responsável pela alta, com avanço de 0,88% — o maior entre todos os nove grupos analisados. O destaque ficou para a alimentação no domicílio, que acelerou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março.

Para o setor de foodservice, esse movimento é relevante. Mesmo com a inflação mais controlada, a pressão sobre os preços de alimentos pode impactar custos operacionais, margens e estratégias de precificação — especialmente em um cenário em que o consumidor segue sensível a reajustes.

Outros grupos também contribuíram para o resultado do mês. Despesas pessoais subiram 0,82%, puxadas por serviços bancários e custos com empregado doméstico. Já transportes avançaram 0,21%, influenciados principalmente pela alta nas passagens aéreas.

No caso dos combustíveis, o comportamento foi mais estável, com leve alta de 0,03%. A queda em itens como gasolina, etanol e gás veicular foi praticamente anulada pelo aumento do diesel, que subiu 3,77% e segue pressionado pelo cenário internacional.

Esse conjunto de fatores reforça um cenário misto: inflação sob controle no agregado, mas com pressões específicas — especialmente em alimentos — que continuam exigindo atenção do setor.

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Fonte: UOL Economia

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