Aumentos de preços fazem parte da rotina do mercado — difícil encontrar alguém que nunca tenha sido pego de surpresa por um reajuste. Com a Reforma Tributária, esse tema voltou ao centro das atenções, especialmente porque o Brasil entrou em um longo período de transição.
Na prática, isso significa que os impactos mais relevantes ainda não aparecem de forma intensa em 2026. As mudanças estão sendo implementadas de maneira gradual, com testes e adaptações, principalmente em relação aos novos tributos que começam a constar nas notas fiscais, como a CBS e o IBS.
O cenário muda a partir de 2027. É nesse momento que a nova estrutura tributária começa a pesar mais diretamente no bolso do consumidor, afetando o preço de diversos produtos e serviços.
O que muda a partir de 2027
Com o avanço da Reforma Tributária, entra em cena o Imposto Seletivo (IS). Esse tributo será aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular o consumo.
Na prática, isso significa que determinados itens passarão a ter uma carga tributária maior dentro do novo sistema, o que tende a pressionar os preços finais.
Produtos que tendem a ficar mais caros
A expectativa é que o Imposto Seletivo tenha impacto direto sobre algumas categorias bastante presentes no dia a dia dos brasileiros. Entre os principais produtos que devem sofrer reajustes estão:
- Bebidas alcoólicas, como cerveja, vinho e destilados
- Bebidas açucaradas, incluindo refrigerantes e sucos com adição de açúcar
- Cigarros e outros produtos derivados do tabaco
- Veículos, especialmente modelos mais caros e de luxo
- Produtos de alto valor agregado, como joias e bens de luxo
Quanto os preços podem subir?
As estimativas atuais consideram o peso dos novos tributos na formação de preços, o que pode representar um impacto relevante para o consumidor final — embora isso não signifique, necessariamente, que os valores vão dobrar de forma imediata.
No caso das bebidas alcoólicas, por exemplo, os estudos indicam uma carga adicional que pode variar entre 46% e 62% com a aplicação do Imposto Seletivo. Já as bebidas açucaradas, como refrigerantes, podem ter uma tributação estimada em torno de 32%.
A lógica é simples: uma parcela maior do preço passa a ser composta por impostos, o que tende a empurrar os valores para cima ao longo do tempo.
De acordo com as projeções, a alíquota padrão do Imposto Seletivo deve ficar entre 25% e 26,5% em 2033, com ajustes graduais ao longo dos anos. Cada categoria, no entanto, terá regras específicas. As alíquotas estimadas hoje são:
- Cigarros: até 250%
- Bebidas alcoólicas: entre 46% e 62%
- Refrigerantes: cerca de 32%
- Minério de ferro, petróleo e gás natural: 0,25%
- Veículos elétricos: carga total pode passar de 30% para até 34%
Acompanhar essas mudanças é essencial para consumidores e empresas que atuam no foodservice e no varejo. No Portal Foodbiz, você encontra análises e conteúdos que ajudam a entender como a Reforma Tributária pode impactar o mercado nos próximos anos.
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Fonte: Site contábil







