FoodBiz

Tarifa de 50% nos EUA não assusta Minerva, que já tem estratégia para reagir

BTG PACTUAL/Divulgação

Segundo reportagem da Exame, a Minerva acredita que a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira terá efeito neutro nos seus negócios. De acordo com o CFO Edison Ticle, a empresa tem flexibilidade para redirecionar volumes exportados do Brasil para os EUA por meio de outros países, como Argentina, Paraguai e Uruguai.

“No caso da Argentina, temos uma relação muito próxima e positiva. Na margem, pode ser que até melhore em função das nossas boas relações comerciais”, afirmou Ticle durante o AgroForum do BTG.

Hoje, 60% da receita da Minerva vem de exportações, atendendo mais de 100 países. Com isso, a estratégia é alocar a carne destinada aos EUA para outros mercados — China, Chile, Oriente Médio e Europa — enquanto os embarques para os americanos seriam feitos a partir de operações em países vizinhos.

Estoques e preços em alta

Na call com acionistas da semana passada, Ticle explicou que a decisão de reposicionar as vendas já no segundo trimestre se mostrou mais vantajosa que o previsto, permitindo preços mais altos com a nova tarifa. No primeiro semestre, a companhia investiu R$ 1,7 bilhão para ampliar estoques nos EUA, elevando a capacidade de 34 para cerca de 46 dias de operação.

O plano é vender esse volume nos próximos dois trimestres.

Resultados financeiros

No segundo trimestre, a Minerva registrou lucro líquido de R$ 458,3 milhões — crescimento de 380% frente ao mesmo período de 2024. O Ebitda avançou 75% na comparação anual, totalizando R$ 1,3 bilhão.

Compartilhar