A recente decisão do governo norte-americano de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo café, gera apreensão no setor exportador nacional. A medida, inicialmente prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, foi adiada para o dia 6 do mesmo mês.
Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), os Estados Unidos são o principal destino do café brasileiro, o que torna o impacto da medida ainda mais significativo. A expectativa é que parte da produção precise ser redirecionada para outros mercados, exigindo estratégias logísticas e comerciais ágeis para reduzir perdas e manter a competitividade do grão.
Além do café, outros produtos como carne bovina e frutas frescas também estão sujeitos à nova tarifa. Ao mesmo tempo, a lista de exceções divulgada pelo governo norte-americano inclui segmentos como o aeronáutico e o energético, além de parte do agronegócio, que não serão afetados pela cobrança extra.
O Cepea destaca que a aplicação dessa tarifa poderá alterar não apenas a competitividade do café brasileiro, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a formulação de blends tradicionais, que utilizam grãos do Brasil para equilibrar sabor e aroma.
Com o cenário em constante mudança, exportadores e empresas do setor devem acompanhar de perto as definições das autoridades e reavaliar seus planos de mercado para os próximos meses.
Para saber mais, clique na matéria do portal G1







