Cada vez mais marcas do setor de alimentos estão repensando o uso de óleos de sementes, impulsionadas pelo movimento “Make America Healthy Again”, que coloca esses ingredientes sob os holofotes como potenciais vilões para a saúde.
Um dos anúncios mais marcantes veio da Real Good Foods, fabricante de refeições congeladas consideradas saudáveis, que decidiu substituir todo o seu portfólio de óleos de sementes por sebo bovino. A transição começa com o lançamento de uma nova linha de frango empanado livre de óleos de sementes e seguirá gradualmente para os demais produtos.
Segundo Rikki Ingram, diretora de marketing da marca, “o movimento do óleo sem sementes se tornou uma corrente real no setor de alimentação, saúde e bem-estar, dominando as conversas online. Esse é um assunto que já circula há alguns anos, mas agora chegou o momento de agir”.
Embora redes como Steak N’ Shake e Sweetgreen já tenham atraído atenção por eliminar gradualmente esses óleos, o movimento também cresce entre empresas menores, que veem valor em se alinhar a consumidores mais atentos à composição dos alimentos.
O que são óleos de sementes e por que geram debate
Óleos de sementes vêm de plantas como canola, girassol e soja. São comuns em alimentos processados e frituras, mas têm enfrentado maior escrutínio por parte de consumidores e reguladores, que questionam o impacto dos ultraprocessados na saúde.
Críticos, como o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., afirmam que esses óleos podem se degradar no cozimento e gerar compostos inflamatórios. Defensores de alternativas, como o sebo bovino, apontam que gorduras saturadas se mantêm mais estáveis em altas temperaturas.
Por outro lado, nutricionistas lembram que décadas de pesquisas associam as gorduras insaturadas presentes nos óleos de sementes a menor risco de doenças cardíacas — e que não há consenso científico sobre os supostos danos.
Mesmo assim, a pressão por mudanças já está influenciando lançamentos e estratégias no setor, criando um novo espaço de disputa no mercado de produtos “mais limpos” aos olhos do consumidor.
Fonte: Food Dive







