As maiores empresas de alimentos dos Estados Unidos estão acelerando a transição para fórmulas mais limpas, com destaque para a substituição de corantes artificiais por opções naturais. O Walmart anunciou que já eliminou corantes sintéticos em 90% de seus produtos de marca própria e que a meta é concluir as reformulações até janeiro de 2027.
Segundo John Furner, presidente e CEO do Walmart US, a decisão responde a um pedido direto dos consumidores: “Nossos clientes nos disseram que querem produtos feitos com ingredientes mais simples e familiares — e nós ouvimos.”
O que está saindo de cena
Entre os ingredientes que as grandes redes pretendem remover estão:
- Propilparabeno (conservante);
- Azodicarbonamida, agente usado no branqueamento de farinha e mais conhecido como o “químico do tapete de ioga”;
- Além de corantes e aditivos que já não têm mais uso regular na indústria, como o laranja B (proibido desde 1978).
Vale destacar que alguns elementos citados na lista não são utilizados diretamente na formulação dos alimentos, mas podem estar presentes em embalagens ou processos de fabricação.
Um movimento que vai além do Walmart
No mês passado, a Tyson Foods anunciou a retirada de xarope de milho de alta frutose e conservantes como BHT e BHA de seus produtos. Ao mesmo tempo, marcas menores vêm ganhando espaço com propostas de exclusão de óleos de sementes, surfando na onda do movimento “Make America Healthy Again” (Torne a América Saudável Novamente).
Tendência em expansão
A busca por alimentos mais naturais, simples e reconhecíveis no rótulo está deixando de ser diferencial para se tornar uma exigência. Para o setor de foodservice, acompanhar esse movimento é estratégico, já que os consumidores estão cada vez mais atentos ao que compõe seus pratos e dispostos a priorizar marcas que traduzem transparência e cuidado.
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Fonte: Food Dive







