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Inflação segue pressionando consumo nos Estados Unidos

REUTERS/Marton Monus/Arquivo

A inflação continua sendo uma das principais preocupações do consumidor americano e deve voltar ao centro das atenções com a divulgação dos novos dados de preços nos Estados Unidos nesta semana.

Economistas consultados pela Bloomberg projetam alta de 0,6% no índice de preços ao consumidor (CPI) de abril, mantendo o ritmo elevado observado nos últimos meses.

A pressão vem principalmente da alta dos combustíveis. Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no fim de fevereiro, os preços da gasolina avançaram mais de 50% no país, ultrapassando recentemente a média de US$ 4,50 por galão.

O aumento do custo da energia também tende a impactar outros setores da economia, como transporte, logística, passagens aéreas e bens de consumo.

Além da inflação cheia, o chamado núcleo do CPI — indicador que desconsidera alimentos e energia — também deve apresentar nova aceleração, sinalizando que a pressão sobre preços permanece disseminada.

O cenário já afeta diretamente o comportamento do consumidor americano.

Pesquisa recente da Universidade de Michigan mostrou nova queda no índice de confiança do consumidor, que atingiu um dos níveis mais baixos da série histórica. Entre as principais preocupações aparecem o custo de vida, a perda de poder de compra e o impacto da inflação no orçamento das famílias.

Grandes empresas de consumo também começaram a demonstrar cautela diante desse ambiente. Companhias como Kraft Heinz e McDonald’s vêm alertando para consumidores mais sensíveis a preço e com orçamento mais apertado.

O varejo americano ainda deve registrar crescimento em abril, mas analistas apontam desaceleração gradual do consumo nos próximos meses caso a inflação continue pressionando os gastos das famílias.

O cenário também mantém atenção sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Segundo analistas da Bloomberg Economics, uma inflação persistente pode reduzir a chance de cortes de juros no curto prazo e prolongar uma postura mais rígida da autoridade monetária americana.

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Fonte: Bloomberg Línea

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