FoodBiz

Jim Beam interrompe produção em sua principal destilaria no Kentucky

Luke Sharrett via Getty Images.

A Jim Beam vai suspender, por um ano, a produção em sua principal destilaria, localizada em Clermont, no Kentucky. A decisão reflete um momento de ajuste vivido pela indústria de bebidas alcoólicas nos Estados Unidos, marcada pela queda no consumo e pelo impacto dos altos custos associados ao envelhecimento do bourbon em barris.

Segundo a marca, que pertence ao grupo japonês Suntory, a pausa está prevista para 2026 e foi definida após uma reavaliação da demanda e das projeções de volume para o período. As destilarias artesanais da empresa em Boston, Kentucky, e uma unidade de produção em menor escala em Clermont continuarão operando normalmente.

Durante o período de interrupção, a Jim Beam pretende realizar melhorias na propriedade. O centro de visitantes, as áreas de engarrafamento e os armazéns seguem em funcionamento. A Suntory informou ainda que está discutindo com a liderança sindical como realocar os funcionários ao longo dessa transição.

O movimento da Jim Beam não é isolado. A desaceleração no consumo de álcool tem levado grandes grupos do setor a rever operações. No início do ano, a Brown-Forman, dona da Jack Daniel’s, fechou sua tanoaria de bourbon em Louisville e demitiu cerca de 640 funcionários. Já a Diageo anunciou a suspensão temporária das atividades nas destilarias Balcones e George Dickel, no Texas e no Tennessee.

No Kentucky, berço do bourbon americano, o cenário chama atenção pelo volume acumulado da bebida em envelhecimento. Dados da Associação de Destiladores do Kentucky indicam um recorde de 16,1 milhões de barris armazenados, grande parte deles com previsão de engarrafamento apenas a partir de 2030.

Ao mesmo tempo, produtores tentam retomar acordos comerciais com mercados como Canadá e Irlanda para aliviar os estoques. As exportações, no entanto, enfrentaram dificuldades em 2025: os embarques de bebidas destiladas americanas caíram 9% em relação ao ano anterior, pressionados por políticas comerciais adotadas pela Casa Branca.

.
Fonte: Food Dive

Compartilhar