A moagem de cacau apresentou desempenho desigual entre as principais regiões consumidoras no quarto trimestre de 2025. Enquanto Europa e Ásia registraram retração no processamento da amêndoa, a América do Norte teve leve crescimento, segundo dados divulgados por associações do setor e apurados pelo Portal Foodbiz.
Na Europa, o volume processado totalizou 304.470 toneladas no período, de acordo com a Associação Europeia do Cacau (ECA). O resultado representa queda de 8,3% em relação ao quarto trimestre de 2024, quando foram moídas 331.853 toneladas. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a redução foi ainda mais acentuada, de 9,75%, frente às 337.353 toneladas registradas anteriormente.
Os dados da ECA refletem informações de 19 empresas do setor, entre elas Barry Callebaut, Cargill Cocoa and Chocolate e Ecom/Dutch Cocoa. A moagem de cacau é considerada um dos principais termômetros da demanda global por chocolate.
Na América do Norte, o cenário foi de estabilidade com leve viés positivo. O processamento somou 103.117 toneladas no quarto trimestre, alta de 0,35% na comparação anual, segundo a Associação Nacional de Confeiteiros (NCA). No mesmo período de 2024, o volume havia sido de 102.761 toneladas.
As informações foram fornecidas por 15 unidades de processamento localizadas no Canadá, Estados Unidos e México. Entre as empresas participantes estão Mars, Nestlé, Ferrero, Lindt & Sprüngli North America, Barry Callebaut e Cargill.
Já na Ásia, a moagem de cacau caiu 4,82% em relação ao quarto trimestre de 2024, totalizando 197.022 toneladas, conforme dados da Associação de Cacau da Ásia (CAA). Apesar da retração anual, houve avanço de 8,90% frente ao terceiro trimestre de 2025, quando foram processadas 180.913 toneladas.
No acumulado de 2025, a moagem asiática alcançou 770.012 toneladas, abaixo das 846.799 toneladas registradas em 2024. A CAA informou que um de seus membros não enviou os dados do último trimestre, e que os números históricos dessa empresa foram excluídos das estatísticas desde o primeiro trimestre de 2024 para garantir a comparabilidade anual.
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Fonte: IstoÉDinheiro







