O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda mudanças na política tarifária aplicada ao aço e ao alumínio que podem alterar a dinâmica de diferentes cadeias industriais — inclusive aquelas com impacto indireto no foodservice.
A proposta em avaliação mantém a tarifa de 50% sobre a importação dos metais em estado bruto, mas reduz a tributação sobre produtos derivados, como equipamentos industriais e eletrodomésticos. Segundo informações da Reuters, as novas alíquotas para itens acabados devem ficar entre 15% e 25%. A medida ainda depende de formalização por decreto presidencial.
A mudança também simplifica o modelo atual. Hoje, o imposto incide apenas sobre a quantidade de aço ou alumínio presente em cada produto — um cálculo complexo para importadores. Com a nova regra, a tarifa passaria a ser aplicada sobre o valor total do item, mesmo com uma alíquota menor.
Outro ponto relevante é a possível revisão da lista de produtos taxados. Equipamentos usados na indústria siderúrgica — muitos importados de países como Alemanha e Itália — podem ter tarifas reduzidas para cerca de 15%, como forma de incentivar investimentos produtivos.
O que muda para o Brasil
As tarifas mais altas sobre aço e alumínio estão em vigor desde junho do ano passado, quando os EUA dobraram a alíquota de 25% para 50%. Posteriormente, produtos que utilizam esses metais também passaram a ser incluídos na chamada Seção 232.
Na época, parte das exportações brasileiras foi beneficiada por ajustes no enquadramento, o que ajudou a equilibrar a competitividade frente a outros países. Ainda assim, uma fatia relevante segue impactada pelas tarifas mais elevadas, o que pressiona o volume exportado para o mercado norte-americano.
Hoje, além dos 50% sobre aço e alumínio, os EUA aplicam tarifas de 25% sobre automóveis e determinadas autopeças. Os efeitos variam: empresas exportadoras tendem a sentir mais diretamente, enquanto negócios voltados ao mercado interno enfrentam impactos indiretos, como aumento da concorrência e compressão de margens.
Por que isso importa
Embora o tema pareça restrito à indústria pesada, os desdobramentos chegam a setores como o foodservice. Equipamentos industriais, embalagens e até estruturas de cozinha profissional dependem de cadeias que envolvem aço e alumínio. Alterações tarifárias podem influenciar custos, investimentos e decisões de expansão.
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