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Café-bares ganham espaço em São Paulo e redefinem consumo

Café-bar ganha força em São Paulo e redefine o uso dos espaços ao longo do dia

Os café-bares vêm se consolidando como uma das tendências mais consistentes do cenário gastronômico e etílico de São Paulo. O conceito une café de qualidade, comida bem executada e coquetelaria autoral em um único endereço — aberto do começo da manhã até a noite. Mais do que misturar café e drinques, o modelo propõe casas versáteis, desenhadas para acompanhar diferentes momentos do dia sem perder identidade.

Na prática, o café-bar nasce da informalidade e da constância. Abre cedo para o café rápido, o lanche leve ou uma refeição descomplicada, e segue ativo até o período noturno, quando o balcão assume protagonismo e os coquetéis entram em cena. O café não desaparece à noite — ele evolui, dialoga com a coquetelaria e amplia as possibilidades do cardápio.

A tendência foi destacada recentemente por Gilberto Amendola, na coluna do Paladar, como reflexo direto de um público urbano que busca praticidade, mas não abre mão de qualidade. Endereços como o Caffè Anarcord, nos Jardins, e o Ninho Café-Bar, na Vila Madalena, ilustram bem esse movimento ao integrar cafés especiais, paninis, pratos assinados por chefs e drinques criados por bartenders reconhecidos, tudo em um mesmo menu.

No Anarcord, a conexão entre café e bar aparece em receitas como o Caffè Loma e o Prosciutto, que exploram ingredientes clássicos com leitura contemporânea. Já o Ninho aposta em criações autorais como o Rooibos Martini e o Sete Galos, reforçando a ideia de que o consumo não precisa ser compartimentado por horário.

Os café-bares apontam para uma mudança estrutural no foodservice urbano: menos categorias rígidas e mais uso real do espaço. São casas pensadas para diferentes ritmos, ocasiões e públicos, respondendo a um consumidor que valoriza experiências completas, flexíveis e bem executadas — do primeiro café do dia ao último drinque da noite.

Fonte: paladar

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