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McCain e Forno de Minas são alvo de campanha por bem-estar animal

Ações simultâneas expõem contradição de empresa alimentícia canadense no Brasil

Projeção em São Paulo e outdoor em Minas Gerais cobram explicações de executivos da McCain sobre compromisso com bem-estar animal e sustentabilidade

Na última semana, duas ações colocaram a empresa canadense McCain Foods no centro de um debate sobre sustentabilidade bem-estar animal no Brasil. Uma projeção realizada em São Paulo direcionou uma mensagem ao diretor da empresa no país, Aluizio Periquito Neto, enquanto um outdoor em Contagem (MG), onde está localizada a sede da Forno de Minas, empresa que faz parte do grupo McCain, questiona o CEO da marca, Rodrigo Abreu.

A ação faz parte de uma campanha da Animal Equality, organização de defesa aos animais explorados para consumo humano, e chama atenção para uma contradição: globalmente, a McCain afirma ter eliminado o uso de gaiolas em sua cadeia de fornecimento de ovos, mas, no Brasil, reportados pela própria empresa indicam que a Forno de Minas — marca que pertence ao grupo — apresenta apenas 9% de avanço nesse compromisso.

O uso de gaiolas na produção de ovos é amplamente criticado por organizações de proteção animal, pois mantêm galinhas em espaços extremamente reduzidos, impedindo comportamentos básicos como andar ou abrir as asas, o que causa estresse intenso, lesões e sofrimento contínuo. Para saber mais, veja a investigação da Animal Equality sobre a indústria de ovos. Além dos danos aos animais, esse sistema também aumenta o risco de contaminação do ovo por bactérias como a salmonella, uma doença grave, especialmente para crianças e idosos.

A iniciativa busca pressionar a empresa por mais transparência e alinhamento entre o discurso global e a prática no país. “As empresas precisam garantir coerência entre seus compromissos globais e suas operações locais. O consumidor e a sociedade estão atentos a essas inconsistências, especialmente quando estamos falando de um impacto tão significativo: estima-se que a operação da Forno de Minas impacte cerca de um milhão de galinhas por ano”, afirma Isadora Lemes, gerente de campanhas da Animal Equality no Brasil.

A Forno de Minas assumiu em 2018 o compromisso de eliminar o uso de ovos de galinhas criadas em gaiolas até 2025. No entanto, a empresa agora sinaliza a intenção de adiar esse prazo para 2030, o que reforça os questionamentos sobre o cumprimento de suas metas e o alinhamento com as políticas globais do grupo McCain. Para saber mais, acesse à página da campanha da Animal Equality.

Fonte: assessoria

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