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Vinho verde ganha espaço em Manaus e reforça conexão com cultura portuguesa

Leve, fresco e cada vez mais presente à mesa, o vinho verde tem encontrado em Manaus um cenário cada vez mais favorável. Produzido exclusivamente em uma região do norte de Portugal, o rótulo começa a conquistar espaço na capital amazonense, impulsionado tanto pelo clima quanto por iniciativas locais que viabilizam a chegada desses produtos à cidade.

Em Manaus, o Grupo Engenho investe na importação de vinhos portugueses e inclui os rótulos na experiência gastronômica de seus restaurantes. Segundo o sócio-fundador do grupo, Rogério Perdiz, a proposta vai além da oferta e busca aproximar o público amazonense de sabores tradicionais europeus. Para ele, a escolha por Portugal para importação entre os países europeus foi natural.

“Portugal carrega uma tradição gastronômica que dialoga profundamente com o nosso conceito de cozinha, que valoriza sabor, autenticidade e história. Além disso, são vinhos com excelente relação entre qualidade e preço”, afirmou Rogério.

Entre os rótulos, o vinho verde acabou se destacando pela versatilidade, leveza e refrescância, segundo Rogério. Ele explica que, nos últimos anos, o consumo de vinho na cidade também mudou, e o público tem buscado mais do que apenas a bebida e passou a se interessar por harmonização, origem e novas experiências. Nesse cenário, vinhos mais leves e fáceis de beber têm chamado atenção, ainda mais em uma região onde o calor influencia diretamente nas escolhas.

“Pelo clima quente da região, o consumo de bebidas mais leves, refrescantes e com menor teor alcoólico faz muito sentido. O vinho verde é fácil de beber, tem acidez equilibrada e traz uma sensação de frescor que combina muito com o nosso ambiente. Além disso, ele harmoniza muito bem com peixes, frutos do mar e até pratos mais leves do dia a dia, o que conecta diretamente com o perfil gastronômico da região”, disse Rogério.

Mas, segundo Rogério, a proposta do grupo não é só ampliar o portfólio, mas também criar uma experiência que vá além da taça. Ele destaca que manter a tradição do vinho na experiência é algo fundamental tanto para quem vem experimentar quanto para a comunidade portuguesa em Manaus, que encontra nos restaurantes do grupo um cantinho de Portugal.

“Quando falamos de vinho, falamos de cultura, de história, de identidade. A nossa intenção não é só oferecer o produto, mas proporcionar uma vivência. Traduzimos essa conexão com Portugal de forma acessível, sem elitizar, para que mais pessoas possam experimentar”, destacou Rogério.

Para quem veio de Portugal, essa relação com o vinho já faz parte da rotina. É o caso do português Joaquim Silva, que mora há 14 anos em Manaus. Para ele, a bebida carrega um significado cultural profundo.

“Em Portugal, o vinho não é só uma bebida, é parte da cultura. Tudo se faz com vinho, começa a refeição, acompanha e termina com ele. Está enraizado no nosso dia a dia”, conta Joaquim.

Essa tradição ajuda a explicar a aceitação dos rótulos portugueses na cidade, especialmente entre membros da comunidade lusitana. Segundo ele, muitos imigrantes que vivem em Manaus já trazem esse hábito de origem, principalmente aqueles vindos do norte de Portugal, região onde o vinho verde é produzido.

“É um vinho que só existe ali, não se faz em mais nenhum lugar do mundo. Você encontra vinhos do Chile, da Argentina, da Califórnia, mas o vinho verde é exclusivo daquela região”, afirmou Silva.

Joaquim também destaca as características do vinho verde, marcadas pela leveza e pelo frescor, e afirma que essas qualidades encontram afinidade com o clima da região amazônica. “É um vinho para ser consumido bem fresco, aqui em Manaus até mais gelado, quase na temperatura da cerveja. Para o nosso clima, funciona muito bem”, disse.

A sugestão vem de quem entende do assunto, como Joaquim. No calor de Manaus, a busca por bebidas mais leves tem ampliado o espaço para o vinho verde, que surge como opção para quem procura algo mais leve e equilibrado em diferentes momentos do dia.

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