Em entrevista ao Meio & Mensagem, empresa conta como o clean label virou motor de crescimento e expansão internacional
A A Tal da Castanha construiu sua trajetória indo na contramão dos ultraprocessados. Ao transformar o conceito de clean label no principal pilar de sua estratégia de marca, a empresa deixou de falar apenas com públicos de dietas restritivas e passou a dialogar com um consumidor mais amplo, interessado em ingredientes simples e transparência. O resultado é um crescimento acumulado de 250% nos últimos cinco anos e um plano ambicioso de expansão global.
Em entrevista ao Meio & Mensagem, Felipe Carvalho, coCEO da A Tal da Castanha e do Grupo Positive Co, explica que a construção da marca sempre esteve ancorada em decisões estratégicas claras, mesmo quando isso significava crescer em um ritmo mais conservador.
Fundada no Ceará pelos irmãos Felipe e Rodrigo Carvalho, a A Tal da Castanha nasceu a partir da experiência da família no mercado de castanha de caju, com mais de 30 anos de atuação por meio da Amêndoas do Brasil, uma das maiores exportadoras do produto no País. Embora tenha surgido dentro da estrutura familiar, a marca rapidamente seguiu caminho independente.
Lançada oficialmente em 2015, a ideia começou a ser desenhada dois anos antes. Desde o início, o objetivo era simples — e desafiador: criar uma bebida vegetal com o menor número possível de ingredientes. Na primeira formulação, apenas água e castanha de caju.
“Sempre soubemos que a castanha de caju tem uma base nutricional muito interessante. Mas não queríamos simplesmente reproduzir o que já existia. A proposta era oferecer um produto realmente saudável, sem aditivos, açúcar adicionado ou ingredientes artificiais”, completa o executivo.
Hoje, a A Tal da Castanha lidera o mercado nacional de bebidas vegetais, com cerca de 43% de market share e presença em mais de 43 mil pontos de venda. A marca integra o portfólio da Positive Company, holding criada a partir de uma joint venture com o Grupo 3 Corações, que também reúne marcas como Jungle, Plant Power, Zaya e Possible.
A expectativa é alcançar um faturamento de R$ 500 milhões até 2027, consolidando a marca como uma das principais referências do segmento plant-based no Brasil e no exterior.
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