Criada em 1927 em Portugal, a marca Andorinha sempre teve uma ligação forte com o Brasil. Hoje, 95% de sua produção é destinada ao mercado brasileiro. E, pela primeira vez, a empresa lança azeites 100% nacionais, em parceria com dois produtores locais: Ouro de Sant’Ana (RS) e Vertentes (MG). A nova linha, batizada de Criações do Brasil, chega com blends exclusivos, sensoriais mais intensos e produção limitada.
As garrafas de 250 ml serão vendidas a R$ 80, exclusivamente na Casa Andorinha e no e-commerce da marca. Este ano, o espaço Casa Andorinha estreia no Rio de Janeiro, funcionando como pop-up gastronômico de sexta a domingo em Botafogo.
Parceria com produtores locais
O vínculo da Andorinha com os olivicultores brasileiros começou em 2019, com a gaúcha Ouro de Sant’Ana. Agora, além dela, a mineira Vertentes entra na parceria. Cada produtor teve autonomia para desenvolver os blends — que levam a assinatura de especialistas como a azeitóloga Ana Beloto, no caso do Vertentes.
O resultado são azeites de perfis distintos: o Vertentes traz notas delicadas de banana, maçã, goiaba e leve retrogosto floral, indicado para carnes brancas e queijos frescos. Já o Ouro de Sant’Ana é mais intenso, com notas de tomate, banana verde e pimentão, ideal para carnes vermelhas e folhas amargas.
Volume limitado e safra difícil
Apesar da visibilidade que a parceria traz, o volume é simbólico: apenas 200 litros do Ouro de Sant’Ana e 100 litros do Vertentes foram destinados à Andorinha. A quebra de safra nacional — causada por fatores climáticos e até chuva de fuligem vinda das queimadas na Amazônia — limitou ainda mais a produção.
Mesmo assim, para os produtores, é uma vitrine valiosa. “Querendo ou não, mais gente vai conhecer meu produto”, afirmou Raul Ermírio de Moraes, da Vertentes, ao NeoFeed.
Estratégia para o Brasil
A Andorinha pertence à portuguesa Sovena desde 2004 e detém 29% do mercado brasileiro de azeites. Além das novidades premium, aposta em nichos: azeites para bebês, kits de degustação e projetos de impacto social, como o rótulo Revoa.
Para Vasco Campos, diretor da Sovena na América Latina, o potencial do mercado brasileiro segue enorme. O consumo per capita por aqui não chega a meio litro ao ano, contra sete litros em Portugal. “A recente redução dos preços pode ajudar a fomentar novamente esse mercado”, disse ele ao NeoFeed.
Por NeoFeed







