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Bar de drinks proteicos aposta no wellness e mira expansão

A busca por uma rotina mais saudável já deixou de ser nicho — e começa a redesenhar o foodservice. Um exemplo dessa mudança é a We Protein, rede de bebidas proteicas que nasceu há um ano em São Paulo e já opera três unidades (Paulista, Itaim Bibi e Real Parque), além de testar formatos temporários em destinos como Riviera de São Lourenço.

A proposta é simples, mas alinhada a um movimento maior: transformar o consumo de proteína em algo cotidiano, acessível e menos associado ao universo fitness tradicional. Em outras palavras, sair da lógica “maromba” e entrar no dia a dia de diferentes perfis de consumidores.

Segundo dados do Euromonitor, o mercado de bebidas proteicas movimenta cerca de R$ 1 bilhão no Brasil, enquanto alimentos com adição de proteína somam mais R$ 2 bilhões — números que ajudam a explicar o timing da marca.

Criada pelos irmãos Wafá e Omar Kadri, a We Protein nasceu a partir de uma demanda real: a rotina esportiva de Omar e o hábito de preparar shakes em casa. A partir daí, o projeto evoluiu com apoio de consultorias nutricionais e farmacêuticas até chegar a uma fórmula própria de whey — sem lactose, glúten ou adição de açúcar.

O cardápio acompanha essa proposta mais ampla: além dos shakes (com até 38g de proteína), a marca oferece cafés, matchás, smoothies e até sorvetes, em mais de 15 sabores. A ideia é dialogar com públicos diversos — de crianças a idosos — e ampliar o consumo para além do pós-treino.

Outro fator que vem impulsionando a categoria é o aumento do uso de medicamentos para emagrecimento. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, o consumo dessas canetas cresceu 88% entre 2024 e 2025, o que tem levado novos consumidores a buscar opções com maior teor proteico.

No modelo de negócio, a verticalização também aparece como estratégia: ao produzir o próprio whey, a marca consegue trabalhar com preços mais competitivos (entre R$ 22 e R$ 40) e maior controle sobre o produto.

Com investimento inicial de R$ 3 milhões e faturamento de R$ 40 mil no primeiro mês, a operação ainda é recente, mas já aponta para um próximo passo claro: expansão via franquias. Hoje, a empresa acumula mais de 200 interessados no modelo.

A ambição é direta — e simbólica do momento do mercado: se posicionar como o “Starbucks da proteína” no Brasil.

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Fonte: Forbes

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