Enquanto o cenário global de luxo enfrenta incertezas, marcado pela desaceleração do consumo na China e tensões comerciais internacionais, o Brasil surge como uma oportunidade estratégica para marcas que buscam consumidores dispostos a investir em experiências exclusivas. É nesse contexto que a francesa Pernod Ricard mira o segmento de bebidas ultra premium no país.
O movimento da Pernod Ricard
A companhia, presente no Brasil desde 2001, vem estruturando operações para atender o público de alto padrão. Seu portfólio Prestige reúne rótulos como uísques single malt e blended scotch, além de gin, vodka e champanhes icônicos. Entre eles estão The Glenlivet, Royal Salute e Perrier-Jouët — marcas que se tornaram símbolos do investimento da empresa no país.
O destaque mais recente é a chegada de apenas duas garrafas do The Glenlivet 40 anos, avaliadas em R$ 40 mil cada. A iniciativa busca atender um nicho de consumidores que valoriza exclusividade e colecionabilidade, consolidando o país como destino para lançamentos de alto valor.
Crescimento do consumo premium
Segundo dados internos da Pernod Ricard, o uísque é a categoria que domina o mercado de destilados de luxo no Brasil, representando cerca de 85% do segmento Prestige — bebidas acima de R$ 500. Já os rótulos Ultra Prestige ultrapassam a faixa de R$ 1.200 e vêm ganhando espaço, acompanhando o interesse crescente por produtos mais complexos e envelhecidos.
Para Ana Paula Limonge, head de marketing de Prestige da Pernod Ricard no Brasil, o avanço do consumo de single malts é notável:
“É uma subcategoria ainda em desenvolvimento, mas com muito potencial para crescer. O consumidor brasileiro está cada vez mais aberto a explorar essas experiências.”
Estratégia de exclusividade
A aposta no ultra luxo vai além do produto: busca criar experiências singulares e reforçar a imagem das marcas no mercado nacional. Com faixas de preço que variam de R$ 200 a R$ 40 mil, o portfólio da empresa oferece opções que atendem desde apreciadores iniciantes até colecionadores dispostos a investir em edições raras.
Para ler a matéria completa da Bloomberg Línea, clique aqui.







