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Impactos das tarifas dos EUA na exportação de café brasileiro

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Segundo a Argus, as tarifas de 50pc impostas pelos Estados Unidos sobre as importações do Brasil tornarão o café brasileiro pouco competitivo em um de seus principais mercados, forçando os exportadores a direcionar as vendas para a Europa e a Ásia.

O Brasil responde por mais de 30pc das importações de café dos EUA, enquanto o país norte-americano representa 16pc das exportações brasileiras, de acordo com o Conselho Nacional dos Exportadores de Café (Cecafé). A grande dependência dos EUA em relação ao fornecimento brasileiro foi um fator que fez muitos exportadores de café acreditarem que isso protegeria a safra do produto das novas tarifas.

O Brasil exportou 50,6 milhões de sacas (sc) de 60 kg de café para 120 destinos em 2024, liderado pelos EUA (8,1 milhões de sc), Alemanha (7,6 milhões de sc), Bélgica (4,4 milhões de sc), Itália (3,9 milhões de sc) e Japão (2,2 milhões de sc).

Enquanto os EUA consomem 24,4 milhões de sc/ano de café, a União Europeia (UE) consome quase 40 milhões de sc/ano e o Japão 6,7 milhões de sc/ano, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) — o que significa que há mais espaço para o Brasil conquistar participação de mercado.

Há também potencial de crescimento em mercados em desenvolvimento, como Ásia, países árabes e Leste Europeu. A taxa média de crescimento anual do consumo de café na Ásia, por exemplo, é estimada em 2,3pc nos últimos cinco anos, segundo o Cecafé.



Fonte: Assessoria


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