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Brasil dá destinação correta a 900 mil toneladas de embalagens agrícolas

O Brasil atingiu, em 2025, um marco inédito na agenda ambiental do agronegócio: mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas receberam destinação ambientalmente adequada. O resultado consolida o país como referência global em logística reversa no campo e é fruto da atuação do Sistema Campo Limpo, modelo reconhecido internacionalmente por unir sustentabilidade e eficiência produtiva.

A iniciativa garante que as embalagens sejam recicladas ou tratadas de forma segura, fortalecendo a economia circular e reduzindo impactos ambientais. O tema, cada vez mais presente no debate sobre produção responsável, também tem ganhado espaço nas análises do Portal Foodbiz, que acompanha de perto os avanços do agronegócio brasileiro em sustentabilidade.

2025 registra o maior volume anual da história

Somente em 2025, foram 75.996 toneladas de embalagens destinadas corretamente — o maior volume anual desde a criação do Sistema Campo Limpo. O número representa um crescimento de 11% em relação a 2024, indicando um avanço consistente das boas práticas ambientais no campo.

Esse resultado é fruto da cooperação entre agricultores, cooperativas, distribuidores, indústria e poder público, que atuam de forma integrada para garantir que o ciclo das embalagens seja fechado de maneira responsável.

Produtividade e preservação caminham juntas

Para Renato Gomides, gerente executivo da CropLife Brasil, o recorde alcançado reforça que é possível conciliar competitividade e cuidado ambiental no agronegócio.

“O resultado consolida o Sistema Campo Limpo como referência mundial em logística reversa, mostrando que é possível equilibrar produtividade, competitividade e responsabilidade ambiental”, afirmou.

Além da estrutura de recebimento, o Sistema investe em treinamentos e campanhas educativas, orientando produtores sobre o uso correto dos defensivos e a devolução adequada das embalagens após o uso.

92% das embalagens retornam à cadeia produtiva

Atualmente, 100% das embalagens recebidas pelo Sistema Campo Limpo têm destinação ambientalmente correta. Desse total, 92% são recicladas, enquanto o restante segue para coprocessamento ou incineração, sempre dentro de padrões rigorosos de segurança ambiental.

Segundo Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, o modelo comprova que sustentabilidade e escala podem andar juntas no Brasil.

“O agronegócio brasileiro mostra que é possível gerar resultados concretos para o meio ambiente quando todos assumem sua parte”, destacou.

Mato Grosso lidera devoluções no país

Os estados com maior volume de embalagens devolvidas refletem o peso da produção agrícola nacional. O Mato Grosso lidera com 30% do total, seguido por Paraná (11%), Rio Grande do Sul (9%), São Paulo (9%), Goiás (8%), Bahia (8%), Mato Grosso do Sul (7%) e Minas Gerais (6%).

Os dados mostram que produtividade e conscientização ambiental caminham lado a lado nas principais regiões agrícolas do país.

Modelo brasileiro ganha destaque internacional

Para Eliane Kay, diretora-executiva do Sindiveg, o marco das 900 mil toneladas é resultado de mais de duas décadas de trabalho coletivo.

“O uso correto e seguro de defensivos, aliado à destinação adequada das embalagens, garante uma produção eficiente, segura e sustentável”, afirmou.

Com uma rede ampla de unidades fixas e ações itinerantes, o Sistema Campo Limpo consegue atender até regiões rurais mais remotas — um dos diferenciais que posiciona o Brasil entre os modelos mais eficientes do mundo em gestão ambiental agrícola.

Luis Carlos Ribeiro, diretor executivo da AENDA, reforça que o desempenho brasileiro mostra como gestão e compromisso fazem a diferença.

“Ser referência internacional em gestão de embalagens agrícolas mostra que, com organização e responsabilidade, é possível alcançar resultados sustentáveis e duradouros”, disse.

Com mais de 20 anos de atuação, o Sistema Campo Limpo segue como um dos principais exemplos de política ambiental bem-sucedida no país, fortalecendo o compromisso do agronegócio brasileiro com práticas mais responsáveis e alinhadas às demandas globais por sustentabilidade — um movimento que o IFB e o Portal Foodbiz acompanham de perto.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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