A São Paulo Climate Week reuniu líderes e especialistas globais para debater soluções que acelerem a transição para uma economia mais regenerativa. Entre os destaques do evento, a Dow apresentou um case que une inovação em ciência dos materiais e circularidade: a primeira embalagem monomaterial para café, desenvolvida em parceria com a Valgroup e adotada pela marca Catarina Café e Amor, com apoio do Movimento Circular.
Inovação com foco na circularidade
Durante o painel “Circularidade e Inovação: produtos duráveis e impacto socioambiental positivo”, organizado pelo Movimento Circular, Letícia Vanzetto, gerente de Desenvolvimento de Mercado para Embalagens da Dow no Brasil, destacou como o projeto representa uma mudança importante no setor.
A nova solução utiliza polietileno para garantir proteção contra oxigênio e vapor d’água, além de resistência mecânica e selagem adequadas — características antes só possíveis em estruturas multimateriais, mais difíceis de reciclar. O resultado é um filme monomaterial reciclável, que mantém o desempenho sem comprometer a sustentabilidade.
“O case da Catarina Café e Amor mostra como ciência dos materiais e colaboração entre diferentes elos da cadeia conseguem transformar inovação em realidade nas prateleiras”, destacou Letícia Vanzetto.
Do multimaterial ao monomaterial
Historicamente, embalagens de café eram compostas por múltiplas camadas, cada uma com funções específicas de barreira e conservação. Esse arranjo dificultava a reciclagem, já que os materiais têm pontos de fusão distintos. Com os avanços em polímeros, o polietileno passou a oferecer propriedades que permitem substituir estruturas complexas por uma única camada reciclável.
Segundo Letícia, o desafio não está apenas no desenvolvimento do material, mas também na disposição de transformadores, convertedores e marcas em testar e adaptar seus processos para levar a inovação ao mercado.
Escala e compromissos globais
A iniciativa faz parte das metas da Dow para o setor de embalagens: até 2035, todos os materiais vendidos deverão ser recicláveis e a companhia pretende colocar no mercado 3 milhões de toneladas de plásticos reciclados ou de origem circular e renovável.
“Simplificar uma embalagem mantendo sua performance técnica é um grande desafio, mas é também onde está a verdadeira inovação. Hoje, todo o meu trabalho está direcionado a projetos que envolvem redução, simplificação ou aumento da reciclabilidade”, reforçou Letícia.
Fonte: Revista Fator Brasil







