O mercado de chocolates no Brasil entra na reta final para a Páscoa com um consumidor equilibrando tradição e orçamento. Um novo estudo do Google¹, realizado com brasileiros em fevereiro de 2026, revela que o apetite pela data segue resiliente: 69% dos entrevistados confirmam que pretendem comprar chocolates ou ovos de Páscoa este ano.
O fator emocional é o principal impulsionador da celebração, com 85% dos entrevistados planejando comemorar a Páscoa, focando nos tradicionais almoços e jantares em família. Apesar disso, 79% dos consumidores acreditam que o custo da data aumentou nos últimos anos, conforme indicado pela pesquisa.
Adaptação do consumo e o equilíbrio no bolso
Para manter o ritual de presentear sem estourar o orçamento, o brasileiro está diversificando as escolhas. Embora os ovos de Páscoa industrializados ainda liderem a lista de desejos (74%), o consumidor busca alternativas para manter o volume de presentes: 57% pretendem comprar barras de chocolate e 47% optarão por caixas de bombons.
A busca por melhor custo-benefício também abriu um espaço relevante para o mercado artesanal. A intenção de compra de chocolates caseiros e artesanais (49%) aparece em empate técnico com os ovos industrializados de supermercado (50%), mostrando que o consumidor valoriza tanto a exclusividade quanto a competitividade de preços do pequeno produtor.
O avanço das opções saudáveis e o fim do nicho
Apesar da sensibilidade ao preço, o monitoramento de buscas do Google mostra que o brasileiro está mais exigente e que a experiência sensorial agora divide espaço com o cuidado com a saúde. Há um crescimento consistente na procura por opções que atendam a restrições alimentares, fazendo com que as categorias zero açúcar, zero lactose e as opções veganas deixem de ser produtos de nicho para se tornarem tendência nas buscas de quem busca presentear com equilíbrio nesta Páscoa.
O fator “última hora”
O estudo mostra que a jornada de compra em 2026 será marcada pelo imediatismo: 77% dos brasileiros pretendem realizar suas pesquisas de preços com pouca antecedência. O varejo físico retém sua força devido à fragilidade do produto e ao desejo de pronta entrega, com a preferência de 61% dos consumidores para compra.
“Mesmo com o consumidor cada vez mais estratégico, a decisão final ficará para a véspera, buscando promoções e benefícios financeiros”, afirma Antonella Weyler, Líder de Insights para o Varejo do Google. “Para marcas e varejistas, o desafio é capturar essa demanda concentrada tanto no ambiente digital, onde as buscas explodem na semana da data, quanto no ponto de venda físico, garantindo que o produto certo esteja disponível no momento exato.”







