As comunidades brasileiras devem entrar em 2026 com um novo jeito de consumir. Menos focadas apenas em acesso e mais orientadas ao pertencimento. É o que aponta a nova edição do Tracking das Favelas, pesquisa da Nós – Inteligência e Inovação Social, publicada mensalmente com exclusividade por Meio & Mensagem e analisada aqui no Portal Foodbiz, do IFB.
O estudo indica que as favelas viverão uma fase pautada por três movimentos centrais: digitalização acelerada, pragmatismo na decisão de compra e valorização da identidade cultural. Essa combinação molda preferências, reorganiza categorias e redefine como marcas devem se conectar com consumidores desse território.
As tendências foram mapeadas em diversas categorias monitoradas pelo estudo: alimentos, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, higiene e beleza, materiais de limpeza e construção, serviços financeiros, operadoras de telefonia, sites de compra e entretenimento online.
O que guia o consumo em 2026
Digitalização como rotina
O uso de aplicativos, serviços financeiros digitais e plataformas de compra continua avançando. A tecnologia não é mais vista como novidade, mas como solução prática e acessível.
Pragmatismo nas escolhas
Preço, conveniência e confiabilidade ganham ainda mais força. A busca é por marcas que resolvam problemas reais do dia a dia, sem complicação.
Pertencimento cultural
A identidade da favela aparece como motor de decisão. Produtos e serviços que dialogam com estética, linguagem e valores locais se destacam.

Como o estudo foi feito
O Tracking das Favelas é um levantamento contínuo com moradores de periferias de diferentes regiões do País. A coleta é realizada via aplicativo, que já reúne usuários previamente perfilados por classe social, idade, gênero e localidade, incluindo clusters específicos como as favelas.
A amostra contempla 800 respondentes, com controle de cotas e validação automática ou manual das respostas. A margem de erro é de 3,5%, com 95% de confiança, garantindo agilidade e qualidade aos dados.
Para quem trabalha no foodservice ou acompanha o impacto das transformações sociais no consumo, o estudo traz pistas valiosas sobre como as marcas podem estar mais presentes, relevantes e alinhadas às vivências das comunidades.







