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Mars sob investigação nos EUA por uso de corantes artificiais

divulgação

A Mars, gigante do setor alimentício e fabricante de marcas como M&M’s e Skittles, está no centro de uma investigação conduzida pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton. O motivo? A empresa teria descumprido uma promessa feita em 2016 de remover corantes artificiais de seus produtos vendidos nos Estados Unidos.

Segundo Paxton, embora a Mars tenha reformulado suas receitas para eliminar aditivos sintéticos na Europa, as versões comercializadas no mercado americano continuam utilizando os mesmos corantes artificiais. A investigação quer determinar se essa diferença de tratamento entre regiões e o não cumprimento da promessa caracterizam práticas comerciais enganosas.

Pressão por maior transparência e segurança

A pressão sobre a indústria para abandonar corantes sintéticos tem crescido nos EUA, impulsionada pelo movimento “Make America Healthy Again”, que cobra mais transparência e foco na saúde pública. Outras grandes empresas, como Nestlé, Hershey e Kraft Heinz, já anunciaram planos para reformular seus produtos e reduzir ou eliminar esses aditivos. A Mars, no entanto, ainda não fez um anúncio formal nesse sentido.

Em nota, a empresa afirmou que não comenta processos judiciais em andamento, mas garantiu que seus produtos seguem “rigorosos padrões de qualidade e segurança” definidos por órgãos reguladores como a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA). A Mars também disse estar “explorando alternativas” para atender a critérios técnicos, científicos e de preferência do consumidor, e que planeja lançar opções com corantes naturais “em um futuro próximo”.

Investigação mais ampla

A Mars não é a única empresa sob os holofotes. O gabinete de Paxton já havia iniciado, anteriormente, investigações contra a General Mills (fabricante dos cereais Lucky Charms) e a WK Kellogg (Froot Loops), questionando o marketing de produtos com corantes artificiais como sendo “saudáveis”. Como resultado, a General Mills se comprometeu a remover os corantes de suas receitas.

Além disso, há um esforço nacional mais amplo: o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., pediu que a indústria elimine voluntariamente seis corantes artificiais até 2027. Em paralelo, alguns estados americanos estão impondo restrições legais ou exigências de rotulagem mais rígidas para ingredientes considerados problemáticos.


Fonte: Food Dive

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