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Tial aposta na volta da do bem para conquistar a Geração Z

divulgação

A fabricante mineira de sucos Tial acaba de relançar a marca do bem, adquirida da Ambev após nove meses de negociação. A estratégia reforça o movimento da empresa de diversificar sua atuação no mercado de bebidas e se aproximar de novos consumidores, especialmente a Geração Z.

Segundo Victor Wanderley, CEO da Tial, a identidade da do bem tem forte apelo junto ao público jovem: “As embalagens comunicam saúde e sustentabilidade, valores que estão muito conectados com esse consumidor”.

O retorno às prateleiras

Após seis meses fora do mercado, os produtos voltaram a circular em maio, com as receitas originais criadas em 2007, no Rio de Janeiro. O relançamento foi acompanhado de ações de marketing digitais — especialmente no Instagram e TikTok — e ativações em eventos e feiras.

O resultado foi imediato. “A comunidade da marca é muito ativa. Quando anunciamos a volta, recebemos uma enxurrada de mensagens celebrando o retorno”, conta Wanderley. Hoje, a do bem já responde por 5% do faturamento do grupo.

De Viçosa para o Brasil

A Tial nasceu em 1986, a partir de um projeto da Universidade Federal de Viçosa, que desenvolveu o primeiro suco pronto para beber sem conservantes no Brasil. Ao longo dos anos, a companhia passou por diferentes gestões até ser reestruturada por Wanderley, em 2018.

Desde então, a marca ampliou o percentual de polpa em suas bebidas, revisou fornecedores e simplificou a lista de ingredientes. A estratégia deu certo: o faturamento saltou de R$ 50 milhões, em 2018, para R$ 370 milhões em 2024. A meta para 2025 é alcançar R$ 400 milhões.

Expansão e próximos passos

Presente em 17 estados e em cerca de 200 mil pontos de venda, a Tial concentra força em Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio, mas está avançando em São Paulo, Sul e outras regiões do país.

O plano até 2027 é ousado: chegar a R$ 1 bilhão em receita anual, lançar novas marcas, adquirir empresas e consolidar-se como uma plataforma de bebidas saudáveis e sustentáveis.



Conteúdo originalmente publicado pela PEGN

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