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Roebuck Food Group melhora resultados, mas ainda tem prejuízo

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O grupo britânico Roebuck Food Group plc (AIM:RFG) divulgou seus resultados financeiros referentes ao primeiro semestre de 2025. A empresa registrou um prejuízo de £1,06 milhão até 30 de junho, número melhor que as perdas de £4,1 milhões no mesmo período de 2024.

Impacto das aquisições

Os números refletem a aquisição realizada em fevereiro de 2025: uma participação de 37,3% na Glasport Bio Limited (GPB) e de 16% na Glasport RumenTech Limited (GPRT). A Glasport Bio contribuiu com £467 mil para o prejuízo consolidado, sendo £174 mil atribuídos à Roebuck.

Receita e negócios principais

A receita caiu para £5,37 milhões (ante £5,97 milhões no ano anterior). A divisão Moorhead & McGavin, voltada a ingredientes à base de plantas, teve queda de 23% nas vendas, afetada pelo cenário difícil no foodservice do Reino Unido e pela descontinuação de linhas menos lucrativas.

Já a Foro Food Solutions apresentou perdas de £54 mil, somando um pequeno lucro de £7 mil no fornecimento baseado em Cork e um prejuízo inicial de £61 mil no negócio de varejo, lançado em setembro de 2024.

Investimentos em inovação sustentável

Um dos pontos de destaque é o avanço em soluções sustentáveis. A Glasport Bio negocia a instalação-piloto do sistema GasAbate, voltado ao tratamento de esterco, com dois potenciais clientes. Enquanto isso, a RumenTech continua o desenvolvimento do aditivo alimentar RumenGlas, que tem mostrado resultados promissores na redução de metano entérico.

Além disso, as duas empresas conquistaram €4,4 milhões em subsídios vindos do Fundo de Inovação em Tecnologias Disruptivas e da Autoridade de Energia Sustentável da Irlanda — reforçando o foco em soluções de baixo impacto ambiental.

Estrutura financeira

O balanço mostra ativos totais de £17,57 milhões em 30 de junho de 2025, frente a £4,53 milhões no final de 2024. O caixa subiu para £2,85 milhões, contra apenas £115 mil ao fim do ano anterior.

O conselho da Roebuck não recomendou a distribuição de dividendos.


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Fonte: BR Investing

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