O café sempre foi um símbolo do Brasil — mas nos últimos anos, ele também se tornou uma peça-chave na rotina (e na economia) dos Estados Unidos. Mesmo sendo um dos maiores consumidores do mundo, os norte-americanos não conseguem suprir sua própria demanda e dependem fortemente do produto brasileiro.
Recentemente, a conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump reacendeu esse tema. Segundo a BBC News Brasil, Trump teria comentado que os EUA estão “sentindo falta” do café brasileiro, após a imposição de uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do país. A fala expôs algo que o setor de foodservice já sabe há tempos: o café do Brasil é essencial para os americanos.
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Um grão que moldou o paladar dos EUA
Atualmente, o Brasil responde por 44% da produção mundial de café arábica, a variedade mais valorizada e preferida pelos consumidores norte-americanos. O país também é responsável por cerca de um terço de todo o café consumido nos Estados Unidos — um volume que nenhum outro país consegue substituir no curto prazo.
Essa preferência tem explicações sólidas:
- Escala e consistência: o Brasil é o maior exportador global, com estrutura logística e tecnológica capaz de atender grandes volumes com estabilidade.
- Diversidade climática: diferentes regiões garantem uma variedade de perfis sensoriais, sem perder qualidade.
- História e reputação: há mais de um século, o café brasileiro define o padrão de sabor e qualidade nos EUA.
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O impacto do “tarifaço” americano
Desde que as novas tarifas foram anunciadas, em julho, o mercado americano sente os efeitos. Com a dificuldade de substituir o café brasileiro — a Colômbia, segundo maior produtor, colheu menos de um terço da produção nacional na última safra — os preços dispararam.
Nos EUA, o preço do café subiu 3,6% em apenas um mês, acumulando alta anual de 20,9%, o maior aumento desde 1997. Para os especialistas, isso mostra como o produto brasileiro é insubstituível para o mercado norte-americano.
Enquanto as negociações comerciais seguem, uma coisa é certa: o café brasileiro continua sendo o combustível das manhãs — não só no Brasil, mas também nas cafeterias e cozinhas dos Estados Unidos.
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Fonte: G1







