A China anunciou a suspensão, por um ano, das tarifas retaliatórias sobre uma série de produtos agrícolas dos Estados Unidos. A medida vale a partir de 10 de novembro e inclui soja, milho, trigo, sorgo e frango. O anúncio veio após Washington reduzir para 10% as taxas ligadas ao fentanil sobre produtos chineses — parte de um acordo de trégua tarifária entre os dois países.
Segundo o Ministério das Finanças chinês, a suspensão “atende aos interesses de ambos os países” e ajuda a elevar o relacionamento econômico e comercial a um novo patamar. A expectativa imediata do mercado foi de retomada do fluxo de compras: os futuros da soja em Chicago avançaram nas horas asiáticas após o comunicado.
O que muda no curto prazo
- Reabertura do canal agrícola EUA–China, com alívio nas tarifas retaliatórias.
- Compradores chineses, que haviam migrado para a América do Sul no auge das tensões, voltam a sondar cargas americanas.
- Mesmo com a trégua, a soja dos EUA ainda pode enfrentar tarifa de importação de 13% na China, segundo traders.
Contexto do acordo
- O pacto comercial, com duração prevista de um ano, foi selado após ordens executivas do governo dos EUA reduzirem tarifas sobre exportações chinesas.
- A suspensão chinesa também acompanha a diminuição da tarifa geral de 24% sobre produtos dos EUA, alinhando as medidas dos dois lados.
Por que importa
- A trégua estabiliza temporariamente uma relação marcada por idas e vindas tarifárias.
- Sinaliza um ambiente mais favorável ao comércio de grãos e proteína animal, com impacto em preços globais e rotas de abastecimento.
- Beneficia especialmente soja, milho, trigo, sorgo e frango dos EUA, enquanto dá fôlego para a China recompor estoques com menor custo tarifário.
Com o gesto de descompressão, o comércio agrícola entre as duas maiores economias volta ao radar dos investidores — e os próximos meses dirão se a trégua abre caminho para um acordo mais duradouro ou se ficará restrita a um respiro tático no tabuleiro geopolítico.
Fonte: bloomberglinea







