A Kellanova, dona de marcas globais de alimentos, segue ampliando seus compromissos de sustentabilidade. A companhia possui uma meta verificada pela iniciativa Science-Based Targets para alcançar emissões líquidas zero até 2050, além de um objetivo de curto prazo: promover o bem-estar de 250 mil pessoas em sua cadeia de valor até 2030.
Recentemente, a empresa firmou um acordo de cinco anos com a Varaha, que vai apoiar 5 mil pequenos agricultores em Maharashtra, na Índia — produtores que trabalham em áreas de menos de 10 hectares. O foco é acelerar a adoção de práticas de agricultura regenerativa, como manejo mais eficiente de resíduos e nitrogênio, plantio em canteiros elevados e uso de culturas de cobertura. A expectativa é melhorar a saúde do solo, reduzir a dependência de fertilizantes e aumentar a produtividade das lavouras.
Segundo Shaughan Kennedy, vice-presidente de Cadeia de Suprimentos da Kellanova para Ásia-Pacífico, Oriente Médio e Ásia, o projeto mostra que é possível conectar ação climática com melhores condições para os agricultores. Ele destaca também que os consumidores buscam alimentos de origem responsável e que iniciativas como essa podem servir de referência para o setor.
O novo acordo se soma a outras frentes da Kellanova. No mês passado, a empresa anunciou uma parceria com a Indigo Ag e o Walmart para apoiar produtores de arroz no Arkansas, fornecedores da marca Great Value, na transição para práticas regenerativas. Esse movimento reforça uma colaboração que já vinha sendo construída entre Indigo Ag e Walmart nos últimos quatro anos.
Para a Varaha, o momento também é estratégico. A startup recebeu recentemente um investimento de US$ 30 milhões da Mirova, destinado à expansão de projetos de agricultura regenerativa. De acordo com o CEO Madhur Jain, o trabalho com a Kellanova vai unir ciência, tecnologia e participação ativa dos agricultores para gerar impacto mensurável tanto no clima quanto nos meios de vida no campo.
A Kellanova reforça que o projeto posiciona a Índia como um território chave dentro de sua agenda global de sustentabilidade — alinhado à visão de que o país deve se tornar um polo relevante em remoção de carbono nos próximos anos.
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Fonte: Food Dive







