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Geração Z muda a relação com o álcool e impulsiona novas experiências em bares

O consumo de álcool entre jovens adultos vem caindo, mas isso não significa que a decisão de não beber seja simples. A Geração Z bebe menos do que as gerações anteriores e, ainda assim, relata desconforto ao falar publicamente sobre essa escolha. Esse comportamento já começa a redesenhar cardápios, ambientes e propostas de bares e restaurantes.

Uma pesquisa da Heineken, divulgada pelo Business Insider, mostra que consumidores com menos de 35 anos se sentem menos à vontade para explicar por que não consomem álcool. Embora 72% dos americanos aceitem uma recusa com um simples “não, obrigado”, apenas cerca da metade dos jovens se sente confortável ao consumir bebidas sem álcool ou de baixo teor alcoólico em público.

O dado chama atenção porque contrasta com a queda real no consumo. Forma-se um paradoxo: a Geração Z bebe menos, mas ainda percebe uma pressão social para justificar essa escolha. Pesquisadores apontam que o álcool continua associado à integração social, o que torna a recusa um possível fator de constrangimento em ambientes coletivos.

Como bares e restaurantes estão se adaptando

Essa mudança de comportamento tem impacto direto no modelo de negócios do foodservice. Bares e restaurantes já ajustam suas operações em tempo real, ampliando a oferta de mocktails, bebidas sem álcool e opções de baixo teor alcoólico, muitas vezes apresentadas com o mesmo destaque visual — e até preço — dos coquetéis tradicionais.

Especialistas ouvidos pelo Business Insider destacam que a Geração Z adota uma postura mais consciente em relação à saúde e aos gastos. Com drinques frequentemente acima de US$ 15, muitos jovens buscam alternativas que ofereçam melhor custo-benefício, sem abrir mão da socialização. O foco deixa de ser a quantidade consumida e passa a ser a experiência.

O ambiente também ganha protagonismo. Bares voltados a esse público investem em jogos, eventos temáticos, design marcante e espaços pensados para interação. A ideia é reduzir o álcool como eixo central e ampliar atividades que incentivem a convivência sem pressão para beber.

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Conteúdo originalmente publicado pela Exame

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