A General Mills anunciou a venda de sua operação brasileira para o grupo 3corações, em um acordo estimado em R$ 800 milhões. O negócio inclui duas marcas bastante conhecidas do consumidor — Yoki e Kitano — além de unidades produtivas em Minas Gerais e Mato Grosso.
O movimento não acontece isolado. Ele faz parte de uma reorganização global da companhia, que vem ajustando seu portfólio para priorizar categorias consideradas mais estratégicas, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. A ideia é ganhar eficiência e melhorar margens, ao mesmo tempo em que direciona investimentos para frentes com maior potencial de crescimento.
Desde 2018, a General Mills já redesenhou cerca de um terço do seu portfólio global, alternando entre aquisições e desinvestimentos — e a saída do Brasil entra exatamente nesse contexto.
Por aqui, a operação vendida movimentou cerca de US$ 350 milhões em vendas líquidas no ano fiscal de 2025. No pacote, vão marcas com forte presença em categorias do dia a dia, como farofa, pipoca de micro-ondas, batata palha e temperos.
Do lado da 3corações, a aquisição sinaliza um passo importante de expansão para além do café. A empresa vê na incorporação de Yoki e Kitano uma oportunidade de ampliar sua presença em diferentes momentos de consumo e fortalecer sua atuação no setor de alimentos.
A estratégia é clara: estar mais presente na rotina do consumidor, indo do café da manhã ao jantar. Ao mesmo tempo, a companhia reforça seu posicionamento como um player cada vez mais completo dentro do foodservice e do varejo alimentar.
Outro ponto relevante é a manutenção das marcas, que já têm forte conexão com o público brasileiro — um ativo importante para acelerar o crescimento após a integração.
A conclusão do negócio ainda depende de aprovações regulatórias e deve acontecer até o fim de 2026.
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Fonte: Invest News







