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Por que o Brasil não virou o país do cereal matinal?

FOTO: LUCAS MARTELI/O JOIO E O TRIGO

Apesar do tamanho do mercado brasileiro, empresas como Kellogg e Nestlé nunca conseguiram transformar o cereal matinal em um hábito dominante no café da manhã do país.

A proposta parecia simples: substituir alimentos tradicionais — como pão com manteiga, cuscuz ou tapioca — por tigelas de flocos de milho industrializados, seguindo o modelo já consolidado em mercados como Estados Unidos e Reino Unido. Com forte investimento em publicidade, mascotes e promessas de benefícios nutricionais, a categoria até conquistou espaço, mas permaneceu restrita a um público mais específico.

Hoje, o consumo de cereais matinais no Brasil ainda é considerado baixo em termos per capita, embora o país esteja entre os principais mercados globais em valor. Um dos fatores centrais é o preço: em comparação com itens básicos da dieta brasileira, como arroz, ovos ou até biscoitos, o cereal representa um peso maior no orçamento do consumidor — o que limita sua penetração.

Além disso, há uma barreira cultural importante. O café da manhã no Brasil é diverso e profundamente ligado a tradições regionais, o que dificulta a substituição por um produto padronizado e industrializado.

Outro ponto relevante é a concorrência com categorias mais acessíveis e práticas, como biscoitos e bolachas, que acabaram ocupando esse espaço no dia a dia do consumidor — inclusive com movimentos estratégicos da própria indústria, como a entrada da Kellogg nesse segmento no país.

O tema também levanta discussões mais amplas sobre alimentação e ultraprocessados, especialmente no que diz respeito ao impacto da publicidade infantil e à mudança de hábitos ao longo do tempo.

Este conteúdo foi produzido originalmente pelo Nexo, com reportagem de Lorena Tabosa, em parceria com O Joio e o Trigo.

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