A Wheaton deu mais um passo na modernização da sua operação ao colocar em funcionamento um novo centro logístico em São Bernardo do Campo (SP), ao lado do seu complexo industrial. O movimento chama atenção não só pelo tamanho da estrutura, mas pelo pacote de tecnologia e sustentabilidade incorporado ao projeto — um tema cada vez mais relevante também para o foodservice.
Com mais de 21 mil m² e capacidade para mais de 50 mil posições de pallets, o espaço foi desenhado para integrar armazenagem e expedição em um único fluxo. Na prática, isso significa menos etapas, mais controle e maior velocidade nas entregas — um ponto crítico para cadeias que lidam com alta rotatividade de produtos.
A operação conta com 14 docas de expedição e uma frota de 19 caminhões com motores Euro 6, além de um veículo movido a GNV. Todos os veículos são monitorados e passam por manutenção preventiva, enquanto os motoristas recebem treinamentos contínuos. O objetivo é claro: aumentar a eficiência sem abrir mão da segurança e da rastreabilidade.
Segundo Ricardo Lopes, diretor Comercial e Marketing da Wheaton, o investimento responde a uma demanda crescente por operações mais ágeis e integradas. “A nova estrutura amplia nossa capacidade de resposta e fortalece a cadeia de distribuição”, afirma.
Mas o que realmente diferencia o projeto é o foco ambiental. A empresa adotou empilhadeiras 100% elétricas com baterias de lítio, iluminação de baixo consumo e digitalização de processos antes manuais. São decisões que reduzem emissões e melhoram o uso de recursos — algo que vem ganhando peso nas decisões estratégicas de toda a cadeia.
Tecnologia que muda o ritmo da operação
Um dos pontos mais interessantes do novo centro é o uso de drones para contagem de estoque. A tecnologia reduz custos, acelera inventários e diminui riscos para os colaboradores, especialmente em atividades em altura.
Outro destaque é a adoção de coletores com sistema Android, que permitem integrar aplicativos para comunicação em tempo real entre equipes. Isso impacta diretamente tarefas como separação, organização e conferência de mercadorias, além de melhorar a ergonomia e a velocidade de leitura de códigos de barras.
No fim das contas, o ganho é simples de entender: menos tempo entre pedido e entrega. Em setores com alta demanda por lançamentos e prazos curtos — como cosméticos, atendidos pela Wheaton — isso vira vantagem competitiva.
Para o foodservice, o recado também é claro: logística deixou de ser apenas suporte e passou a ser peça estratégica na experiência final do cliente.







