A CEO da Dengo, Cíntia Moreira, defende que o cacau agroflorestal brasileiro tem potencial para alcançar no exterior um reconhecimento semelhante ao do café — mas isso depende de mais investimento e apoio aos pequenos produtores. A empresa aposta exclusivamente em cacau nacional, comprado de produtores com práticas sustentáveis e rastreáveis, pagando um valor acima do mercado para incentivar esse modelo.
Apesar do potencial, a produção ainda enfrenta limitações de escala, o que exige maior envolvimento da indústria e acesso a crédito. Para Cíntia, o Brasil tem todas as condições de se reposicionar como referência global em cacau de alta qualidade, retomando o prestígio perdido após a crise da vassoura-de-bruxa nos anos 1990.
A Dengo também reforça sua proposta de valor ao controlar toda a cadeia produtiva (bean to bar), garantindo qualidade superior e maior transparência ao consumidor — algo que, segundo ela, será cada vez mais relevante com novas regulamentações sobre teor de cacau nos chocolates.
Com expansão internacional em curso e investimento recente de R$ 100 milhões, a empresa aposta no crescimento da demanda por produtos premium e sustentáveis, incluindo sua linha de Páscoa.
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